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Este décimo-segundo dos signos do zodíaco tem uma história interessante, mas que também é muito pouco conhecida pela grande generalidade dos leitores.

 

O seu mito conta-nos como, um dia, durante a enorme guerra que recebeu o nome de Gigantomaquia (uma espécie de sequela da Titanomaquia) surgiu o mais horrendo de todos os monstros, Tífon. Num primeiro momento este monstro atacou os deuses do Olimpo e forçou-os a fugir do local onde residiam; parte do relato pode ser encontrado nos livros iniciais da Dionisíaca de Nono. Nessa sua fuga, algumas das fontes dizem que os deuses se forem refugiar em terras do Egipto, nas quais tomaram a forma de diversos animais, assim justificando as invulgares formas dos deuses representados nesse país.

Entre esses figuras estavam Afrodite e Eros. Mãe e filho decidiram transformar-se em peixes e escapar por um curso de água próximo, mas dada a tenra idade do segundo a sua mãe decidiu que deveriam unir-se por um pequeno fio, de forma a que não se perdessem um do outro, uma ligação que ainda pode ser hoje vista na representação típica deste signo.

Tífon acabaria por ser derrotado com o auxílio de Dioniso e Héracles, sendo depois colocado por baixo do vulcão Etna, mas a transformação de Afrodite e seu filho acabaria por ficar imortalizada neste signo.

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Já estão disponiveis os livros VIII e IX das Quilíadas aqui, ambos contendo diversos mitos menos conhecidos.

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Há uns dias foi feita esta pergunta, da razão pela qual os papas mudam o seu nome após a sua eleição; recorde-se, por exemplo, que João Paulo II se chamava antes Karol Wojtyła, que Bento XVI já teve o nome de Joseph Ratzinger, e que aquele que ocupa agora o trono de S. Pedro tem o nome de Francisco, mas já se chamou Jorge Bergoglio. Mas porque têm estas alterações lugar, sabem?

 

Então, o primeiro papa a mudar de nome foi João II, no distante ano de 533 d.C. Segundo nos conta a história ele chamava-se originalmente Mercúrio - como o deus latino - razão pela qual pensou tratar-se de um nome inapropriado para a posição que ia ocupar. Depois, esta alteração foi muito pouco usada até cerca do ano 1009, altura em que surgiu um tal Pietro Buccaporci (algo como "Pedro Boca-de-porco"), que optou pelo nome de Sérgio IV.

Talvez para evitar que um problema semelhante voltasse a alguma vez tomar lugar, os seus sucessores optaram todos por mudar de nome. De facto, se antes os papas até tinham optado por manter os seus nomes (por exemplo, o quarto papa de nome João tornou-se João IV, o segundo Pelágio tornou-se Pelágio II, o terceiro Félix foi Félix III, etc.), depois deste Sérgio IV os papas parecem ter alterado o seu nome, com, por exemplo, Teofiláto a tornar-se Bento IX, ou o hispânico Pedro Julião a tornar-se João XXI, tradição que se manteve até aos dias de hoje.

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A figura do Aquário é, quase sempre, a de Ganímedes. Este era um jovem bastante apreciado pela sua beleza, que até cativou o próprio rei dos deuses, Zeus. Assim, quando este último desejou possuir Ganímedes, raptou-o e levou-o consigo para o Olimpo, onde passou a ter a tarefa de servir o vinho nos festins divinos. Desta forma, a pequena jarra que o representante do signo transporta consigo não contém (apenas) água, como até seria de esperar pelo seu nome, mas uma mistura dessa substância com vinho, de acordo com as tradições da altura.

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Este Livro dos 24 Filósofos, talvez demasiado pequeno para a grande riqueza do seu conteúdo, tem o problema de ser de autoria e data desconhecida, informações que até nos poderiam levar a descobertas ainda maiores sobre toda a filosofia que contém, seja na sua versão mais simples ou naquelas em que existe um breve comentário ao seu texto principal.

Diz então a breve trama que prefacia esta obra que 24 filósofos se encontraram e lhes foi posta uma questão - o que é Deus? É uma questão extremamente interessante, e que parece ocupar a cabeça da humanidade desde o princípio dos tempos; por isso, caro leitor, antes de continuar a ler as linhas que se seguem fica a sugestão de que pense um pouco nesse mesmo tema.

 

Tornando depois ao conteúdo desta obra, as 24 respostas oferecidas à questão são, quase todas elas, tão sucintas quanto complexas. Não sabemos a identidade de nenhum dos seus autores, mas alguns deles dizem-nos que Deus é, por exemplo:

2- "... uma esfera infinita cujo centro está em todo o lado e cuja circunferência não está em lado nenhum";

3- "... inteiro no seu todo";

5- "... aquele além de quem ninguém melhor pode ser pensado";

7- "... princípio sem princípio, progresso sem mudança, fim sem fim";

10- "... aquele cujo poder não pode ser medido, cujo ser não pode ser limitado, cuja bondade não tem limites";

18- "... uma esfera que tem muitas circunferências como pontos";

19- "... imóvel em movimento";

21- "... a escuridão deixada na alma após toda a luz".

 

De um ponto de vista teológico, estas definições, apesar de muito breves (até porque aqui só se reproduziram as mais sucintas) são riquíssimas, e poderíamos até escrever centenas e centenas de páginas sobre cada uma delas, mas ficará ao leitor, se assim o desejar, fazê-lo. Fica o convite!

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Ao signo do Capricórnio existem associadas duas histórias.

Este poderá tratar-se do deus Pã, que ao fugir de um ataque do monstruoso Tífon se transformou num misto de cabra e de peixe. A esse singular mito se voltará no (futuro) artigo relativo ao signo de Peixes.

 

A segunda história está intimamente ligada a um mito segundo o qual o pai de Zeus comia todos os seus filhos ao nascimento, e a forma como este último deus foi salvo pela mãe. No entanto, menos conhecido é um episódio segundo o qual este futuro rei dos deuses do Olimpo foi criado por uma cabra, de seu nome Amalteia. Mais tarde, e como agradecimento pelos seus serviços, esta foi até colocada nos céus, onde ainda hoje pode ser vista.

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Uma das sequências do Cronógrafo de 354 apresenta-nos uma pequena crónica da cidade de Roma. Poderia parecer-nos natural a referência a diversos prodígios que foram tendo lugar ao longo dos séculos - como o caso de uma porca que, no reinado de Lúcio Vero, deu à luz um elefante - mas tais factos até se tornam credíveis face a dois relatos de homens que comiam bastante, como veremos.

 

O primeiro deles surgiu no reinado de Nero. Alexandrino de nacionalidade, este Harpocras comeu uma porca selvagem, uma galinha viva (com penas), 100 ovos, 100 pinhas, vidros partidos, uma vassoura, quatro guardanapos, uma leitoa, um conjunto de feno, entre outras coisas e... ainda ficou com fome!

Um segundo homem, tão singular como o primeiro, surgiu no reinado de Alexandre Severo. De nacionalidade italiana mas de nome desconhecido, comeu uma caixa, alfaces, uma caixa de sardinhas (presume-se que vazia), 10 sardinhas, 70 melancias, uma vassoura, quatro guardanapos, quatro pães grandes, uma (outra) caixa, um cardo com espinhos, além de beber bastante, e... ainda parecia ter fome!

 

Qual seria a história destes dois desconhecidos, a que o texto chama "polífagos"? Seria mesmo isto verdade, ou uma qualquer piada cujo verdadeiro sentido se perdeu com o tempo?

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