Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



... ou, se preferirmos numa versão mais aportuguesada (que nos soa um pouco estranha), os Feitos dos Danos, de Saxão Gramático, é uma crónica que junta mitos, lendas e história verdadeira ao longo dos seus 16 livros. Escrita por volta do século XII, é talvez uma das mais importantes fontes para a história dos países nórdicos.

 

Um dos aspectos mais cativantes da obra é o facto de conter discursos poéticos, supostamente baseados no que as personagens realmente terão dito nessas alturas, e que segundo o autor já eram "recitados de memória por aqueles que conheciam os antigos feitos".

 

Outro elemento curioso é a forma, por vezes até um pouco confusa, como o autor aborda os feitos e as identidades de figuras mitológicas. Num dado momento até diz que eles são somente seres humanos que pelos seus feitos acabaram por ser vistos como deuses, mas mais à frente, sem qualquer tipo de justificação, atribui-lhes características e eventos que só seriam possíveis tratando-se eles de divindades. É provável que a grande dificuldade tenha passado pelo facto de reter esses eventos na trama sem se recorrer a elementos mais místicos.

 

Um terceiro aspecto digno de nota é que esta é a principal fonte para a história de Amleth, o príncipe da Dinamarca que deu lugar à tragédia Hamlet de Shakespeare.

 

Se esta até não é, provavelmente, uma obra que dê muito prazer a um leitor comum, é de uma importância histórica inegável, pelo menos para aqueles que tenham interesse na história e mitos dos países nórdicos.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Se muitos são os símbolos do zodíaco cujas histórias se encontram envoltas em alguma neblina, o mesmo não se passa com o caso do Sagitário, em relação ao qual todos os autores consultados parecem concordar numa mesma figura e versão da história.

 

O Sagitário tratava-se então de Quíron, um centauro que foi tutor de diversos heróis, entre eles Aquiles, Héracles e Pátroclo, só para referir alguns dos mais famosos. Vários anos mais tarde e no decurso dos seus famosos trabalhos, Héracles feriu acidentalmente Quíron com uma das suas flechas, as mesmas que tinham sido banhadas no sangue venenoso da Hidra de Lerna. Isto causou uma dor imensa ao seu antigo professor, mas visto que este era imortal, a sua dor também jamais cessaria. Para impedir que isso tivesse lugar, Quíron pediu então aos deuses que lhe retirassem o dom da imortalidade, algo a que estes acederam. Depois, foi colocado entre as estrelas, onde ainda hoje pode ser visto, juntamente com uma flecha; se esta se tratava da mesma que o feriu, ou uma das que ele próprio possuia, não se sabe.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog