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Quando Creso perguntou a Sólon se era o mais feliz de todos os homens, o segundo rapidamente lhe disse que não, atribuíndo essa honra a Telo de Atenas. Mas quem era esta figura?

 

De acordo com a história, como esta nos é contada por Heródoto, Telo vivia numa cidade próspera e tinha filhos de boa índole. Viu todos eles lhe darem netos, também eles de boa saúde. Sempre viveu uma vida próspera, acabando por morrer de uma forma gloriosa, em batalha, sendo depois enterrado de uma forma repleta de honra e no mesmo local em que faleceu.

 

Esta história, como a que depois a segue (a de Cleóbis e Bíton, já falada aqui), é importante não só na medida que nos permite constatar o que era a felicidade para Sólon (seja a figura real desse nome, ou uma figura de existência meramente literária), mas porque também nos leva a considerar a própria definição da felicidade, que não deverá depender apenas da riqueza monetária - como pensava Creso - mas que nasce, essencialmente, de viver e seguir um modo de vida muito específico, que pouco ou nada tinha a ver com os encantos da carne. Quão melhor seria este mundo se as pessoas entendessem a mesma lição!

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Apenas um pequeno comentário advindo do vídeo - contrariamente ao que acontecia com os mitos gregos, em que os Poemas Homéricos sempre serviram de alguma base, os deuses do Egipto vão sofrendo importantes alterações durante os quase 3000 anos em que foram venerados, razão pela qual é bastante difícil traçar o caminho de cada figura. Se Zeus é sempre uma figura dos trovões, da justiça, o monarca divino, sobre deuses como Rá já é mais difícil dizer que se tratava de uma divindade solar, já que o seu papel religioso - como, repita-se, o de muitas outras figuras egípcias - se vai alterando ao longo dos tempos, fazendo pouco sentido pensar que um dado deus é sempre associado a um mesmo elemento, como este vídeo nos possibilita notar.

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Há alguns dias atrás ocorreu neste espaço uma pesquisa interessante.

Matéria de Tróia

Esta pessoa, de identidade desconhecida, procurava pela "Matéria de Tróia" e queria lê-la em Português. O problema é que a "Matéria de Tróia" não é algo que se possa ler, ou pelo menos não directamente, mas sim um conjunto de temáticas abordadas na literatura medieval, como também o eram a "matéria da Bretanha" (as histórias do Rei Artur e seus cavaleiros) e a "matéria de França" (histórias de Carlos Magno) e a "matéria da grande Roma" (histórias latinas). Nessa sequência, é fácil compreender que a "matéria de Tróia" abordava os mitos relacionados com a famosa cidade, sendo particularmente famosa através do popular Romance de Tróia, por sua vez baseado em diversas obras latinas. Seria, então, esse o texto que este leitor deveria procurar, mas creio que não existe traduzido em Português.

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Numa das suas obras Tzetzes menciona uma frase em uso na sua altura - "os Momos vêem tudo menos a si próprios". O mito desta figura é conhecido (pode até ser relido aqui), mas este autor também explica a frase, justificando-a com um facto curioso - Momo carregava uma bolsa dupla às costas, guardando as suas coisas na zona das costas, enquanto levava as dos outros na parte frontal, impedindo-o, naturalmente, de ver aquilo que lhe pertencia.

 

Dentro do mesmo tema o autor conta-nos uma história menos conhecida da Lâmia. Segundo ele esta tinha a capacidade de retirar os olhos da face (uma característica que, recorde-se, nem todos os autores lhe dão); assim, quando ia a casa tirava-os e guardava-os numa pequena jarra, tornando a usá-los somente quando saía, razão pela qual também ela desconhecia o que tinha em casa.

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Como muitas outras coisas na nossa cultura ocidental, os nomes dos meses provêm também do tempo dos Romanos. Recorde-se que, no início, o ano começava ainda no mês de Março, sendo que só mais tarde viria a ter a sua configuração e ordem actuais. Autores como Macróbio, entre vários outros, contam-nos as razões por detrás dos seus respectivos nomes, mas há que ter em conta que, como o mesmo também nos reporta, muitas destas origens eram disputadas por várias razões, não sendo totalmente certas. Assim, se no tempo de Rómulo os meses ainda eram apenas dez, estas eram as origens dos seus nomes:

 

Março - em homenagem ao próprio pai do herói, o deus latino Marte.

Abril - em homenagem à mãe de Eneias, Vénus, que em grego se chamava Afrodite, gerando esse nome depois o do mês por alterações fonéticas. Também podia dever-se ao reflorescimento da natureza.

Maio - através do nome de uma divisão de classes feita pelo irmão de Remo, devido a um dos títulos de Júpiter, ou - mais frequentemente - devido a uma deusa de nome Maia, cuja identidade real também era disputada por vários dos autores que trataram este tema.

Junho - através do nome de uma divisão de classes por parte de Rómulo, ou em honra a [Lúcio] Júnio Bruto, primeiro cônsul de Roma.

Julho - originalmente obteve o seu nome pela sua posição como quinto mês, mas mais tarde foi associado a Júlio César, que tinha nascido nesta altura.

Agosto - primeiro derivado da sua posição como sexto mês (algo que agora é menos evidente), mas depois em homenagem a [César] Augusto.

Setembro a Dezembro - estes meses obtiverem os seus nomes das suas posições no calendário, respectivamente, desde o sétimo até ao décimo.

 

Se esta era, como já foi dito, a configuração do ano na altura de Rómulo - "dez meses, e de 304 dias; seis meses de 30 dias, quatro de 31" - Numa Pompílio foi-lhe depois adicionando 57 dias. Em seguinda, atribuiu os seguintes nomes aos novos meses:

 

Janeiro - consagrado a Jano, deus de duas faces, para que este pudesse então ver o final do ano anterior e o princípio do novo. Por essa mesma razão este também foi tornado o primeiro de todos os meses.

Fevereiro - em honra a Fébruo, um (mais) antigo deus associado à morte e purificação, sendo que o número (inferior) de dias do mês era considerado apropriado para ele, por se tratar de um deus dos infernos.

 

Foram depois, por diversas razões, sendo feitas diversas alterações ao número de dias de cada ano, o que, a longo prazo, acabou por originar a situação que temos nos dias de hoje, em que Fevereiro continua a ter um menor número de dias, enquanto que os outros têm sempre 30 ou 31.

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Uma das mais interessantes discussões a que já assistimos passa pela criação literária dos deuses gregos. Como será que alguém, um dado dia, pensou que existia no Olimpo um Zeus, uma Atena nascida da cabeça deste, um deus disforme que trabalhava no fogo, ou uma figura que usava um tridente para causar terramotos? Esse é, infelizmente, um debate que raramente dá frutos palpáveis, mas em tempos de "Pokémon Go" podemos mostrar como se cria uma mitologia. Vejam este fantástico exemplo, fruto da imaginação de algum anónimo:

Criação do Pokémon

fonte

 

Se alguém estiver curioso, devemos acrescentar que algumas destas figuras já são capturáveis no "Pokémon Go", mas seria o escritor desta história um novo Homero? Dificilmente, mas por uma qualquer razão tentou sintetizar um conjunto de mitos numa história contínua, como a que se atribui, famosamente, a Hesíodo.

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