Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Há pouco mais de um ano foi cá recontada a história de oito dos meses do ano (ver aqui). Nessa altura foi apenas dito que os meses de Setembro a Dezembro "obtiverem os seus nomes das suas posições no [antigo] calendário, respectivamente, desde o sétimo até ao décimo". A ligação é evidente e ainda hoje notável, mas poderia pôr-se também uma questão adicional - porque não foram os seus nomes alguma vez alterados?

 

A realidade é que até existiu essa tentativa, provavelmente algumas décadas após as alterações anteriores, mas, por uma ou outra razão nunca alguma alteração acabou por tomar lugar. Relativamente a Setembro e Outubro a História Augusta diz-nos que se estiveram para vir a chamar "Antonino e Faustino"; numa sequência mais tardia é revelado que se pensou alterar os nomes (de Agosto a Setembro) recorrendo aos títulos do Imperador Cómodo. Nenhuma das duas opções acabou por ser tomada, como é óbvio, sendo provável que, alguns séculos mais tarde e por mera habituação, os nomes desses quatro meses se tenham estabilizado somente pelo uso popular, sendo parcialmente esquecido que a sua designação original provinha da sua posição

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Secções:

Para todos aqueles que estão em Portugal aqui ficam algumas actividades recomendadas para as próximas Jornadas Europeias do Património, nos dias 22 a 24 de Setembro:

 

- Chaves - dia 23, 10-17h - Encontro de Desenho "Aquae Flaviae". Ponto de encontro: Colunas da Ponte Romana, às 10h00. Fim: 17h00 na Fonte Termal das Caldas;

 

- Coimbra - dia 22 e 23 - Museu Machado de Castro, entradas grátis para quem for participar nas actividades; dia 24, visitas gratuitas para todos os visitantes;

 

- Condeixa-a-Nova - dia 30, 9h30 - 18h30 - Museu Monográfico de Conímbriga, visitas temáticas dedicadas ao Património de Mosaico romano presente nos Sítios arqueológicos da Rede constituída pelas Ruínas de Conímbriga, pela Villa Romana do Rabaçal e pelo Complexo Monumental de Santiago da Guarda, assim como a outras manifestações da romanização e à Paisagem associada;

 

- Condeixa-a-Nova - dias 18-22 e 25-29, 10-18h - Museu Monográfico de Conímbriga, série de Workshops dedicados ao Mosaico romano, destinados a diferentes públicos e a vários níveis etários. Os Workshops são orientados por especialistas das áreas disciplinares das Belas Artes e das Artes Aplicadas;

 

- Condeixa-a-Nova - dias 22-24 - Museu Monográfico de Conímbriga, visitas gratuitas;

 

- Lisboa - dias 22-25 - Visitas guiadas às galerias romanas de Lisboa, datáveis dos inícios do século I d.C.;

 

- Marvão - dia 22, 10 / 14h30 - Visitas guiadas gratuitas ao museu e ruinas da cidade romana de Ammaia, com necessidade de marcação prévia;

 

- Sintra - dias 22-23, 10-17h - Visitas gratuita às exposições (permanente e temporária) e às ruínas arqueológicas situadas junto ao Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas;

 

- Sintra - dia 22, 11-12h30 - Praia das Maçãs, visita Guiada ao Santuário Romano consagrado ao Sol, à Lua e ao Oceano no Alto da Vigia;

 

- Tróia - dia 23, 11h30 - Ruínas Romanas de Tróia, venha descobrir as Ruínas Romanas de Tróia fora do circuito de visita. Participe num percurso pedestre de 2,5 quilómetros pela orla do estuário do Sado, guiado por uma arqueóloga que dará a conhecer os espaços e paisagens deste património europeu, inscrito na Lista Indicativa do Património Mundial.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Poderia pensar-se, devido ao seu estatuto, que os deuses gregos eram, todos eles, omnipotentes, mas diversas menções nos mais distintos textos permitem-nos ver o contrário. Para dar pois pequenos exemplos, na Ilíada é dito que Zeus era mais forte (fisicamente) que todos os outros deuses juntos, enquanto que nas Metamorfoses Ovídio revela um estranho facto sobre o deus-rio Aqueloo - ele apenas se podia metamorfosear em três formas distintas (humana, cobra e touro), mas parece saber que outros deuses tinham capacidades de transformação muito maiores.

 

Se, então, lhes quisessemos aplicar uma ferramenta famosa do Cristianismo e perguntar "Poderão os deuses criar uma pedra tão grande que eles próprios não consigam levantar?", a resposta seria positiva. Os deuses gregos não eram omnipotentes nem omnipresentes, como os mais diversos mitos nos permitem notar.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há alguns dias foi revelado um novo jogo de luta, Fight of Gods, em que é possível jogar com diversos deuses. A página pode ser vista aqui, mas a principal diferença entre este jogo e outros semelhantes é o facto de incluir figuras divinas actuais, nomeadamente Jesus, Moisés ou Buda, juntamente com figuras mais frequentes como Zeus ou Odin.

 

Parece já existir alguma controvérsia pela presença de Jesus (e Buda) no jogo, mas pelo menos evitam-se algumas opções "suspeitas" como no caso do jogo Smite, já cá falado há algum tempo.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Secções:

Uma notícia recente (pode ser lida em Inglês aqui) indica que o Manuscrito Voynich, um dos poucos manuscritos que existem escritos numa linguagem "estranha", foi finalmente descodificado. Mas será verdade? Teremos de aguardar para ver.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Secções:

Este mito é econtado por Ovídio e Antonino Liberal, essencialmente mudando o nome das duas personagens principais. Segundo eles, um homem (de nome Ifis ou Arceofonte) apaixonou-se por uma mulher (Anaxarete ou Arsíone, mediante o autor), mas esta insistiu em rejeitá-lo repetidamente, muitas vezes de formas profundamente cruéis. Então, chegando ao seu maior desespero, o apaixonado enforcou-se na porta de entrada da sua amada. Ainda assim, esta mulher nunca se compadeceu, nunca verteu uma única lágrima pelo seu antigo apaixonado. Então, quando o cortejo fúnebre do falecido passava em frente de sua casa, a influência divina de Afrodite levou à transformação desta mulher numa estátua de pedra, dando a todo o seu corpo o mesmo material frio que antes habitava no seu coração.

 

Esta é, portanto, uma história que nos adverte do perigoso poder de Afrodite. Nada nos obriga a que amemos outro ser humano, mas nunca temos quaisquer razões para uma maior crueldade no amor.

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Qualquer pessoa que conheça as histórias do Antigo Testamento estará bem familiarizado com a sequência de eventos que liga um faraó do Egipto a Moisés, e a forma como através da influência do profecta o povo judaico foi libertado da sua grande escravidão (depois deambulando no deserto por 40 anos, mas isso já é aqui secundário). Porém, poucos parecem interrogar-se sobre a identidade do monarca, quase como se o considerassem uma figura puramente mítica. Mas será que o é?

 

Não existem provas indisputáveis seja para o afirmar ou negar, mas sabe-se que o Egipto teve, famosamente, um monarca monoteísta, Akhenaten. Sobre ele existem diversas opiniões na literatura - alguns afirmam que ele teria sido o próprio Moisés; outros, que a figura cristã podia ter sido o seu irmão Tutmose (o texto afirma que as duas figuras foram criadas "como irmãos"), que desapareceu dos registos; e até existem aquele que afirmam que Moisés poderá ter sido um sacerdote desse mesmo culto monoteísta que, posteriormente, foi expulso do Egipto. Não temos forma de saber se estas teorias vão além disso, de meras hipóteses, mas não deixa de ser curioso que o Antigo Egipto tenha tido um único faraó monoteísta, cujo culto quase que nasceu e morreu com ele. É invulgar, demasiado invulgar para se poder acreditar que isso aconteceu apenas "porque sim". Por isso, se a história de Moisés tem um fundo de verdade, faz todo o sentido que ela seja ligada ao culto (solar, relembre-se!) originado por Akhenaten.

 

Que opiniões têm sobre o tema?

Licença Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/2




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog