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No seu Livro das Maravilhas Flégon de Trales conta-nos o seguinte:

 

Um hipocentauro foi encontrado na cidade de Saune, na Arábia (...). Foi capturado vivo pelo rei, que o enviou para o Egipto juntamente com outras prendas para o imperador. A sua subsistência era carne. Mas não tolerou a mudança de ares e morreu, pelo que o prefeito do Egipto o embalsamou e enviou-o para Roma.

Primeiro foi exibido no palácio. A sua face era mais feroz que uma humana, os seus braços e dedos eram peludos e as suas costelas estavam ligadas às suas pernas da frente e ao seu estômago. Tinha os cascos firmes de um cavalo e uma crina fulva, mas como resultado do processo de embalsamação a sua crina bem como a sua pele estavam a tornar-se escuras. Em tamanho não parecia as representações usuais, mas também não era pequeno.

Dizia-se que também existiam outros hipocentauros nessa cidade de Saune.

Em relação ao que foi enviado para Roma, qualquer céptico o pode ver por si mesmo, já que foi embalsamado e está guardado na tesouraria do imperador.

 

Seria este o último dos centauros? Também Plínio o Velho, melhor familiarizado com a história natural, menciona este mesmo centauro presente na cidade de Roma durante o reinado de Cláudio. Estariam ambos os autores enganados? Tratar-se-ia de um embuste? Ou, pelo contrário, os centauros realmente existiram? As provas que temos tornam essa possibilidade muito improvável, mas não deixa de ser uma história potencialmente real para quem nela quiser acreditar.

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Já foram várias as histórias mencionadas por cá, em particular no contexto do Gnosticismo, mas um pequeno artigo em inglês encontrado aqui mostra-nos mais algumas histórias dessa mesma religião. Provêm quase sempre de algumas obras gnósticas, mas é particularmente curiosa a existência de algumas histórias que, apesar de estarem na nossa versão da Bíblia, poucos conhecem. Veja-se, por exemplo, o facto de existirem duas criações distintas no Livro do Génesis, da figura divina ter nomes distintos, das referências à luta de Jacó contra Deus, ou até a existência de histórias (medievais) que nos dão os antecedentes familiares de Maria - quase tão miraculosos como o da própria concepção de Jesus.

Iremos voltar a essas histórias no futuro, fica o convite para que, como é costume, nos acompanhem.

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Apesar de estar em inglês (e não ter legendas), esta pequena introdução e história de Niall de Burca dá muito que pensar, num mundo em que as pessoas parecem ter cada vez mais o seu caminho perdido. Fica esse convite, à reflexão, com histórias que, apesar de não serem gregas ou latinas, são igualmente importantes.

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A pizza, enquanto prato culinário, tem uma longa e complexa história, mas a sua referência por aqui deve-se a um elemento muito pouco conhecido. Na Eneida, a rainha das harpias diz ao herói que os troianos não conseguiriam obter a paz até ao momento em que, devido à fome, comessem as suas próprias mesas. Quando isso toma lugar, as metafóricas mesas são reveladas como pedaços de pão redondo em que estavam colocados vegetais, uma espécie de pizzas sem queijo. Fica, portanto, essa curiosa referência a umas "pizzas" feitas séculos antes das nossas existirem.

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Esta não é uma história bíblica, até porque nada sabemos da vida de Judas Iscariotes antes da sua associação com Jesus Cristo. A fonte é um poema, creio que de finais do século XIV, chamado Tito e Vespasiano:

 

Conta esta história que antes de Judas nascer a sua mãe teve um sonho em que lhe foi revelado que o futuro filho seria a ruína de toda a humanidade. Acabou por abandoná-lo. Judas foi posteriormente adoptado por uma rainha da (imaginária) ilha de Sicária; quando um irmão lhe contou a verdade desta adopção, matou-o e fugiu para Jerusalém. Juntando-se à corte de Pilatos, foi-lhe pedido que obtivesse umas maçãs; para atingir esse objectivo matou um homem que era o seu verdadeiro pai; e, curiosamente, Pilatos casa-o também com a verdadeira mãe. É esta que lhe revela que abandonou o filho, ou seja, o próprio Judas... levando-o a arrepender-se das suas acções e juntando-se ao séquito de Jesus.

Segue-se uma informação curiosa: foi Judas que avaliou o unguento usado por Maria Madalena em 300 moedas; e quando não foi possível vendê-lo, traiu Jesus por 30 moedas. A história prossegue como bem sabemos.

 

Esta é uma quase-repetição do mito de Édipo, mas mesmo na sua versão original (que pode ser lida parcialmente aqui) tem uma trama que faz muito pouco sentido. Apresenta-nos uma justificação para o comportamento de Judas, uma quase tentativa de lhe dar o pior passado possível, mas nada mais que isso. É uma história estranha, aqui mencionada devido exclusivamente ao quão invulgar é.

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Cuidado, isto é só para maiores de 18 anos!

 

Neste link, em Inglês, podem ser encontrados alguns exemplos curiosos de arte de cariz dos tempos passados. É um artigo essencialmente na brincadeira, mas também é possível aprender um pouco com ele!

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Por muitos séculos que já tenham passado desde o tempo de vida de Píndaro, muitas das suas ideias ainda se mantêm nos nossos dias. Aqui fica um pequeno exemplo, que bem nos demonstra a eterna efemeridade da vida:

 

Efémeros! O que é alguém? O que não é alguém? Sonho de uma sombra:
O homem. Mas quando o brilho do dote divino vem,
A luz radiante sobrepaira nos homens e a vida se torna doce como mel.

Fonte

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