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Dizem-nos as histórias que pouco antes de um cisne morrer ele canta da forma mais bela. No Críton, Sócrates até usa essa ideia como prova da existência de uma vida após a morte, dizendo-nos que o animal cantava assim porque sabia o que o esperava, tinha a certeza absoluta de que ia passar para uma existência muito melhor. São quase infindáveis os autores da Antiguidade, da Idade Média e até dos nossos dias que nos repetem esta mesma informação, mas... será ela verdade?

 

No mundo de agora, em que temos acesso a incontáveis fontes de informação ao simples clique de um botão, é muito fácil verificar essa história. Inesperadamente, não só o cisne não canta, como também não quebra (magicamente) esse jejum para cantar antes da morte. Por irónico que nos pareça, a certeza do sábio Sócrates estava errada, mas a expressão - originalmente, cygnea cantio - tornou-se tão famosa ao longo dos séculos que ainda hoje é usada para designar uma derradeira obra antes da morte.

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