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Mitologia em Português

Mitologia em Português

Origem da expressão "Falar às paredes"

Erasmo de Roterdão diz-nos que "falar às paredes" (ou aos muros) é algo que os amantes muito tendiam a fazer, e sabemos que esse acto até é uma parte importante da trama do mito de Píramo e Tisbe (ver aqui), mas o autor não nos dá qualquer fonte explícita para a sua informação, frisando apenas que a expressão já ocorria numa das peças de Plauto. O seu significado é simples - "falar às paredes" é o mesmo que fazer algo de muito absurdo, sem qualquer sentido real.

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Quimera - a expressão e o mito grego

A Quimera do mito grego

Nos seus Adágios, Erasmo dizia que Quimera era um epiteto e uma expressão que se poderia associar a um homem que é inconstante, instável, imprevisível. A mesma expressão também podia ser usada - como hoje - em relação a obras literárias de conteúdo incoerente (i.e. um "texto quimérico"), mas quem era, final de contas, a figura mitológica grega por detrás de todo este conceito? Podemos recordar, num breve resumo, o mito grego desta proverbial Quimera:

 

Dizem-nos os diversos autores que a Quimera era um monstro mitológico composto por partes de diversos animais, frequentemente (e como até pode ser visto na imagem acima) um leão, uma cabra e uma serpente. Era filha dos monstruosos Tífon e Equidna e foi criada por Araisodaro, mas o mito mais famoso que temos em relação a ela passa pelo seu combate com o herói Belerofonte, que acabou por a destruir com o auxílio de Pégaso (ver aqui). Os contornos dessa batalha nem sempre estão bem fixos, mas o seu final é sempre muito bem conhecido - a Quimera foi destruída por esse herói, para nunca mais surgir em qualquer outro mito.

 

E, nesse sentido, para quem ainda estiver curioso, "histórias de quimeras" são não mais que histórias completamente ficcionais, como o era este monstro de tempos da Antiguidade.

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Origem da expressão "Confiar o cordeiro ao lobo"

É famosa a fábula do cordeiro e do lobo, da autoria de La Fontaine, mas a expressão aqui apresentada nada tem a ver com ela, contrariamente ao que se poderia pensar. Já existiam alusões a esta ideia no canto 22 da Ilíada, e continuam a ocorrer em diversos autores da Antiguidade, mas a sua ideia essencial passa pelo absurdo que é deixar alguém entregue a quem até possa nem ter os seus melhores interesses em mente. Tal como um cordeiro facilmente seria devorado por um lobo, também há que ter cuidado com aqueles a quem confiamos os nossos tesouros pessoais.

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A Sibila de Cumas e Tarquínio

Dizem-nos as histórias que num dado dia a viajante Sibila de Cumas se encontrou na corte de Tarquínio, o último rei de Roma. Dos nove livros que tinha em sua posse, ofereceu-os ao monarca por uma soma avultada (curiosamente, a história não nos preserva quão elevada seria...), mas este rejeitou comprá-los. Então, a Sibila atirou três deles para o fogo e propôs que Tarquínio comprasse os seis restantes ao mesmíssimo preço. Pela segunda vez o monarca rejeitou essa proposta, e pela segunda vez a viajante destruiu três dos volumes que tinha em sua posse. Finalmente, a desconhecida ofereceu os três últimos livros pelo preço original. Inesperadamente, Tarquínio acabaria então por comprá-los - são os Livros Sibilinos, famosos da cultura e religião romana - enquanto que essa Sibilia desapareceu misteriosamente, para nunca mais ser vista pelos homens.

 

Muito se poderia escrever relativamente a este pequeno mito, mas os seus mistérios são maiores do que a informação que ele nos revela. Está envolto na neblina dos tempos, surgindo numa espécie de vácuo histórico e mitológico cujos contornos estão aqui representados. Seja quem tiver sido essa Sibila, os livros que supostamente vendeu a Tarquínio acabaram por se tornar de extrema importância na religião romana, mas também foram perdidos nos primeiros séculos da nossa era, fruto de dois incêndios.

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Origem da expressão "Lágrimas de crocodilo"

Já todos ouvimos falar das proverbiais "lágrimas de crocodilo", mas a que se deve essa expressão?

Segundo diversos autores da Antiguidade o crocodilo chorava as suas crocodili lachrymae por uma determinada razão. Alguns diziam que o fazia para atrair uma presa que depois atacava e devorava. Outros, mais particularmente os autores cristãos, diziam que o mesmo animal o fazia pelo arrependimento dos seus actos - mas tenha-se também em atenção que, como um falso arrependido, nunca mudava o seu comportamento. Qualquer que tenha sido a razão por detrás de esse suposto choro, os mais variados autores eram horizontais na ideia de que não era um choro sincero. E é precisamente daí que vem a expressão - as lágrimas do animal eram dissimuladas, sendo por isso ainda hoje símbolo de um falso arrependimento.

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Origem da expressão "À maneira dos Ciclopes"

Muitas são as referências aos Ciclopes, enquanto figuras mitológicas, na literatura da Antiguidade, mas a mais famosa de todas elas é indubitavelmente aquela que ocorre na Odisseia de Homero. O episódio de como o herói Ulisses o cegou (momento que até pode ser visto na imagem acima) é sobejamente conhecido, bem como a forma brutal como Polifemo e os seus companheiros ciclopes conduziam a sua vida.

De onde vem então a expressão "à maneira dos Ciclopes"? Se esta expressão já não é utlizada nos nossos dias, remetia-nos para a ideia de uma vida desregrada, "bárbara" no sentido grego da palavra, contrária às regras da civilização, como aquela do ciclope de Homero, que comia seres humanos e bebia muitas vezes em excesso.

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