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Por volta do ano de 1973 um professor já falecido, Morton Smith, supostamente encontrou uma epístola perdida, da autoria de Clemente de Alexandria, que, de alguma forma, argumentava que dois pequenos episódios tinham sido removidos do Evangelho de Marcos.

É verdade que alguns episódios parecem estar em falta nesse evangelho em particular, e esta descoberta até poderia ser completamente verdade, mas cedo começaram a surgir problemas.

Primeiro que tudo, a epístola nunca foi testada de nenhuma forma, apesar de alguns estudiosos até a terem visto - e fotografado - após a sua descoberta por Morton Smith. Neste momento a epístola já foi removida da sua localização original e está, convenientemente, em parte incerta.

Segundo, as linhas em falta pareciam argumentar que Jesus possa ter tido uma relação potencialmente homossexual com Lázaro - o que nos pareceria muito mais fascinante não se tratasse da enorme coincidência do descobridor da epístola ser, também ele, homossexual.

Em terceiro lugar, a epístola parece terminar no exacto ponto em que Clemente de Alexandria ia explicar ambas as passagens. Seria como se, numa qualquer telenovela, um homem deitado cama de hospital dissesse "Todo o meu tesouro está escondido em..." mesmo antes de falecer.

De uma forma geral, essa sucessão de coincidências é o grande obstáculo a que possamos acreditar na completa veracidade das linhas da Carta de Mar Saba. Até poderão ser completamente verdadeiras, estamos abertos a essa possibilidade, mas... as razões para um cepticismo justificado são também muitíssimo claras.

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Um homem que cortava lenha ao pé de um rio deixou cair o seu machado nesse curso de água. Triste com essa perda, chorou, até que lhe apareceu o deus Hermes. Comovido com a situação, o ajudante divino retirou das águas um machado de ouro e perguntou ao homem se este lhe pertencia. Negou-o. Depois, o deus retirou das águas um segundo machado, este de prata. O homem também negou que esse lhe tenha pertencido. Finalmente, o deus retirou das águas um terceiro machado - o original - que o homem confirmou ser o seu. Então, pela sua honestidade, Hermes permitiu-lhe que ficasse com todos os três machados.

 

Mas esperem, a história ainda não terminou! Voltando à sua aldeia, este homem contou aos seus companheiros o que se tinha passado. Alguns acreditaram no que lhes era dito, enquanto que outros não. Assim, um dos que pertencia ao segundo grupo decidiu repetir a experiência - foi ao rio, atirou o seu machado para as águas e chorou. Surgiu novamente Hermes, a quem esse segundo homem contou o que se tinha passado. O deus recuperou, como antes, um machado de ouro e perguntou-lhe se era o instrumento que procurava. Movido pela avareza, confirmou imediatamente que sim - mas o deus, sabendo que era mentira, não só lhe negou este machado como nem recuperou o original, punindo as más acções como antes tinha recompensado as boas!

 

Esta espécie de fábula esópica ensina-nos, essencialmente, a importância da honestidade. Que mais dizer sobre isso, além do que a própria história nos pode ensinar?

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Quem nunca quis ver as mais sagradas relíquias da sua religião? Pensamos que muitos responderiam positivamente a um tal convite, pelo que decidimos contar aqui esta pequena curiosidade - no Palácio de Topkapi, em Istambul (Turquia), podem ser encontradas diversas relíquias religiosas, como a espada do Rei David, o bastão de Moisés, o manto de José (será o tal das mil cores?), pêlos da barba de Maomé ou até a espada desse profeta. Se todas estas relíquias são as verdadeiras, isso já é algo que não podemos opinar.

 

Mais informação sobre o local pode ser facilmente encontrado através de uma pesquisa online - por exemplo, este breve artigo pareceu-nos uma introdução interessante.

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Um dos aspectos mais interessantes dos mitos gregos passa, frequentemente, pelo facto de nem sempre ser totalmente claro quem são os "bons" e os "maus", se é que até faz sequer qualquer sentido referirmo-nos à questão nessas linhas. Pensemos, por exemplo, no brutal assassinato de Agamémnon; não nos parece ele muito mais aceitável se tivermos em conta a forma como matou a própria filha? Ou uma figura como Ulisses, uma espécie de herói disposto a tudo para atingir os seus objectivos, como saber aceitar os seus episódios menos bons? Ou até, para dar um terceiro e último exemplo, como ver em Tideu uma só figura, digna tanto da glória como do repúdio dos deuses?

 

É essa a ideia que trazemos hoje - nem tudo é o que parece. Twisted: The Untold Story of a Royal Vizier é um musical que conta a história do Aladino da Disney, mas vista pelo olhos daquele que é considerado o vilão. E nem tudo é tão simples como parece. Fica o convite para que vejam o musical em versão completa abaixo - até podem ser activadas legendas em Português! - e tirem as vossas próprias conclusões: afinal de contas, quem é o herói e quem é o vilão?

 

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"Nadar contra a corrente" é, como muitos já saberão, debater-nos - frequentemente com pouco ou nenhum sucesso - contra as adversidades que a vida nos vai apresentando. Mas esta curiosa expressão parece já ter quase mais de 2500 anos - aparece não só nos textos platónicos, mas também nos trabalhos de Ovídio, de Santo Agostinho e de São Gregório, o último dos quais até lhe dá o reconhecido estatuto de "provérbio".

 

Com esta outra expressão termina então a sequência que viemos a conduzir nas últimas semanas, relativa à origem de muitas expressões que ainda estão em uso nos nossos dias. Mais virão no futuro!

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Neste Dia de São Valentim trazemos, como já é uma espécie de costume, uma pequena brincadeira - o que aconteceria se nesta data o Rei Midas, que numa dada altura transformava tudo aquilo em que tocava em ouro, fosse sair com a Medusa, cujo olhar transformava as pessoas em pedra? A imagem acima traz-nos uma possível resposta, esse possível "encontro mais rápido da história", mas quem quiser partilhar a sua poderá e deverá fazê-lo!

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Esta história é-nos contada por Cláudio Eliano. Segundo ele, existiu em tempos uma cidade em que um tirano tinha imenso medo de conspirações e potenciais atentados à sua vida. Então, decidiu impor uma lei segundo a qual os habitantes não poderiam falar uns com os outros, fosse em público ou em privado.

Desconhecemos como o tirano poderá ter assegurado a segunda parte dessa sua lei, mas a população acabou por aceitá-la. Em alternativa, os cidadãos começaram então a comunicar através de gestos, resolvendo as suas necessidades diárias como se de charadas se tratassem. Mas, inesperadamente, este bloqueio de comunicação verbal ainda não era suficiente para o tirano - ele passou a pensar que, mesmo através de gestos, ainda seria possível aos cidadãos conspirarem contra si. E então, decidiu criar uma outra lei, esta que impedisse qualquer espécie de gestos corporais.

Visto que seria (quase) impossível aos cidadãos viverem desta forma, um deles, potencialmente deprimido, dirigiu-se para o mercado e começou a chorar. Um segundo juntou-se a ele. Um terceiro, e assim por diante. Logo que soube do que se passava, o tirano dirigiu-se ao mercado com alguns soldados, para tentar matar os culpados de um tão estranho evento. Contudo, os cidadãos revoltaram-se, agiram primeiro, e mataram o tirano, recuperando toda a sua liberdade original!

 

Esta história, que até poderá ter um pequeno fundo de verdade, atesta-nos a capacidade humana para se adaptar face às adversidades. Como comunicar, quando não é possível fazê-lo da forma que mais esperávamos? Fica essa breve questão em que se pensar.

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