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No dia 28 de Abril tomará lugar, nas Ruínas da "nossa" Tróia (perto de Setúbal), uma visita às ruínas que posteriormente inclui também um jantar e uma peça de teatro. Mais informação pode ser lida aqui. Segundo a companhia de teatro envolvida no evento, a sinopse da peça é a seguinte:

Em 147 a.C. os romanos cercam o que resta da hoste lusitana. É mais um episódio da guerra que Roma trava para se apoderar da Península Ibérica. Mas os lusitanos elegem um comandante que, durante sete anos, vai ser o pesadelo de Roma: Viriato.

 

Fica o convite para todos os potenciais interessados, e para aqueles que queiram conhecer melhor a figura de Viriato já lhe fizemos algumas referências aqui.

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Já aqui falámos anteriormente de Viriato através de algumas das fontes primárias que o mencionam, mas em Portugal esta figura parece ser essencialmente conhecida como um herói, um defensor da pátria, que se revoltou contra os (malvados?) romanos e que de pastor se tornou um grande general, acabando depois por ser morto à traição por um dos seus próprios companheiros. E se as fontes literárias que consultámos até confirmam parcialmente estas ideias, também nos deixam claro um elemento curioso - mais do que um herói, Viriato parece ter sido um bandido que se dedicava inicialmente ao assalto de gentes incautas. Poderia argumentar-se que essas potenciais "más línguas" se deviam ao facto dos romanos quererem defender as suas próprias acções, mas em nenhum momento é dito que as acções desta figura ou dos seus companheiros se prendiam com a defesa dos locais em que viviam.

 

Então, de onde vem a ideia de que Viriato foi um herói da pátria lusitana? Muito provavelmente do tempo de Salazar, em que surgiu uma necessidade de heroicizar muitas das figuras do passado nacional - por vezes até sem evidências concretas que o justificassem, como neste caso particular!

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Este é um mito tão invulgar quanto obscuro, mas provalvemente também um pouco inapropriado para os mais novos - perdoem-nos os pais, familiares, encarregados de educação e pessoas com papéis semelhantes. Deixado este aviso, continuamos então com a trama do mito.

 

Numa dada altura Dioniso procurava a entrada para o reino de Hades, de forma a trazer de volta a sua mãe. Incapaz de encontrar esse local, acabou por se cruzar com um pastor de nome Prosimno. Este acedeu a ajudá-lo, desde que o deus fizesse amor com ele. Por motivos de tempo, Dioniso acedeu a este pedido mas com a contingência de que aguardassem até ao seu retorno. Porém, quando o deus voltou ao mundo dos vivos Prosimno já tinha morrido. Então, construiu um enorme falo de madeira, colocou-o sobre o túmulo do pastor e cumpriu a sua promessa.

 

Tome-se em atenção que nenhum autor nos conta esta história por completo, sendo apenas inferida do cruzamento de várias fontes. Ainda assim, não deixa de ser curiosa ao ponto de merecer ser mencionada por cá - o que vos parece? Já conheciam?

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Que tal começar esta semana com algum riso?

Ao voltar de uma viagem, um homem perguntou a um (mau) vidente sobre os destinos da sua família. "Estão todos bem", disse, "incluíndo o teu pai". "Mas", retorquiu o homem, "O meu pai já morreu há dez anos!", ao que o vidente simplesmente lhe respondeu "Bem, não sabias quem era o teu verdadeiro pai".

Fonte: Philogelos

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O Mitreu de Londres está agora aberto a todos aqueles que o queiram visitar, bastará proceder a um agendamento no respectivo site, https://www.londonmithraeum.com/. Esperamos que gostem!

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Após o seu proémio, a Teogonia de Hesíodo começa com uma frase emblemática, "Primeiro nasceu o Caos", uma espécie de divindade da qual depois irá, progessivamente, nascer tudo aquilo que existe. E, considerado puramente assim, num vazio cultural, poderá parecer-nos uma criação que tem uma certa lógica... isto, até considerarmos o mesmo problema que, segundo reza a história, levou Epicuro a dedicar-se à filosofia - de onde nasceu esse Caos? O poeta grego nunca responde à questão, mas pelos versos que se lhe seguem compreendemos que terá de ter nascido de alguém, de alguma coisa, de algum lado. Mas de onde? De um nada tão grande que nem tinha um nome? A ideia de que somente já existia, desde o início dos tempos, não faz sentido, pelo facto de nos ser dito que ele "nasceu". Por isso, fica a questão!

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Da vida deste médico de Filipe de Macedónia sabemos, essencialmente, duas coisas, ambas igualmente curiosas.

 

Se, por um lado, ele era bom na sua profissão, curando até aqueles que sofriam da "doença sagrada" (hoje conhecida como "epilepsia"), por outro também parecia ser um pouco louco, insistindo em que o tratassem por Zeus e associando àqueles que curava os nomes das outras divindades do Olimpo. Além disso, segundo um dos relatos a que temos acesso parece que até fazia dos pacientes curados seus escravos pessoais.

 

Terá sido, presumimos, devido a essa potencial loucura que o próprio Filipe da Macedónia o convidou para jantar, servindo-lhe depois uma jocosa "dieta" de incensos e libações enquanto argumentava que um deus - como o seria Zeus - não tinha necessidade de comida. O seu séquito, esse, foi bem alimentado, levando a que Menécrates tenha saído do repasto zangado. Terá sido este o episódio que curou a sua potencial loucura? Não sabemos, mas dada a ausência de mais elementos sobre a sua vida é até possível que sim.

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