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Imagem de uma oliveira

Esta pequena história dos deuses provém das fábulas de Fedro.

 

Conta-nos então esse autor que, um dado dia, os deuses do Olimpo decidiram escolher as suas respectivas árvores - Júpiter escolheu o Carvalho, Vénus a Murta, Febo Apolo o Loureiro, Cibele o Pinheiro e Hércules o Choupo. São, todas elas, árvores que não dão fruto, o que levou Minerva a perguntar-se sobre a razão para tal; Júpiter, seu pai, respondeu-lhe que assim não venderiam as suas honras em troca das frutas. A ele, a deusa retorquiu que, ainda assim, a Oliveira (vista na imagem acima) lhe era mais cara em virtude do seu fruto.

 

A verdadeira moral da história provém dos próprios lábios de Júpiter - "Ó filha, é com justiça que és chamada sábia por todos; pois, a não ser que o que fazemos for útil, vã é a nossa glória".

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Muitos são os segredos que se escondem nas linhas do Antigo Testamento. Infelizmente, ainda não encontrámos qualquer livro que aborde todos eles (se souberem de algum, por favor deixem essa informação nos comentários!), pelo que esta semana voltaremos a focar-nos num segundo mistério - de que árvore provinha o fruto que Adão e Eva comeram? Terá sido, como frequentemente representado em imagens cristãs, a maçã?

É muito provável que a história do Paraíso e da singular árvore tenha antecedido o próprio Judaísmo, porque existem representações de episódios a eles semelhantes em períodos muito anteriores. Porém, nenhuma delas permite identificar seja a árvore, ou o fruto desta. Mesmo aqueles que procurem, quase com uma lupa, essa informação no texto do Antigo Testamento rapidamente acabarão frustrados - não está lá, estando tão oculta que a Árvore da Vida facilmente se confunde com a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, ao ponto das suas características muito se confundirem. Poderiam procurar-se respostas noutras religiões da mesma área geográfica, mas isso também leva a um problema inesperado - mesmo quando é de alguma forma identificada (por exemplo, quando os praticantes do Zoroastrianismo falam da haoma), desconhecemos qual a sua equivalência moderna.

 

Tentemos então uma resposta inversa - terá sido a árvore a macieira, e o fruto proíbido a maçã? Já responder a essa pergunta implica falar um pouco do texto bíblico cristão. Quando São Jerónimo, por volta do século IV ou V, traduziu esses textos para Latim, criou uma tradução tão popular que durante séculos e séculos seria a utilizada por toda a Europa. E no seu texto ocorria, evidentemente, uma palavra como malus ("o mal"), ou mali ("do mal").

Contudo, se alguém na mesma época quisesse escrever "a maçã" ou "da maçã", fá-lo-ia precisamente da mesma forma - malus e mali - só mudando muito ligeiramente o som produzido oralmente.

Agora, se nada no texto identifica mesmo o fruto, a semelhança de palavras facilmente poderá ter levado a que este passasse a dizer o que não diz - que essa árvore dava... maçãs. E assim surgiu mais uma ideia que não está escrita na Bíblia, a de que Adão e Eva poderão ter sido expulsos do Paraíso por causa de um fruto de macieira.

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Para comemorar a apresentação do filme Sharknado 6" o canal de televisão Syfy divulgou um pequeno teaser que muito pouco tem a ver com o filme, mas em que apresenta figuras em estilo de vasos gregos a combaterem com tubarões. O vídeo em questão pode ser, temporariamente, visto aqui.

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Tanto os Gregos como os Romanos parecem ter tido um enorme fascínio com a origem das coisas. Em muitas das suas obras históricas existem repetidas referências ao inventor, ou propagador, das mais diversas artes. O que nos leva a uma questão - afinal de contas, quem inventou o dinheiro?

 

Por estranho que pareça, essa é uma das origens que é muito pouco referida. Porém, a Farsália, de Lucano, faz-lhe uma pequena referência, dizendo que foi Ionos - rei da Tessália e uma figura bastante obscura, sobre a qual quase nada conseguimos descobrir - o primeiro a dar forma aos metais, fazendo moedas de ouro e conduzindo os homens à avareza e à guerra.

 

Será a informação de Lucano fidedigna? Será que os Gregos e Romanos acreditavam que tinha sido este Ionos o criador do conceito e forma do dinheiro? Isto não tem uma resposta simples, já que grande parte dos autores, como já referimos, tendem a ignorar esta criação em específico, não parecendo existir fontes muito concretas que possam refutar a ideia. Por isso, teremos de nos resumir a um singelo talvez, à mera possibilidade de que tenha sido ele a fazê-lo.

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Há pouco mais de quatro anos foi por aqui deixada uma pequena referência ao xadrez. Certamente que continha alguns factos interessantes, mas não estavam completos. É nessa sequência que aqui mencionamos agora o livro A history of chess, de Harold Murray, que pode ser obtido gratuitamente nesta página. O principal ponto atractivo da obra prende-se essencialmente com o facto de apresentar uma história completíssima - arriscamo-nos a dizer... em alguns pontos talvez até completa demais? - deste jogo, desde os seus primórdios na Índia e na Pérsia até às evoluções "mais recentes". É o livro perfeito para todos aqueles que gostem de xadrez e que queiram aprender muitos outros factos como aqueles que anteriormente cá deixámos!

 

Para quem não tiver muito interesse nesse livro, deixamos apenas aqui um outro facto curioso - se hoje se diz "xeque-mate" quando um jogo está prestes a ser ganho, a expressão vem originalmente da língua persa, em que shah mãt significava algo como "o xá [peça equivalente ao nosso rei] está derrotado".

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Aqui fica mais um vídeo bastante interessante, desta vez relativo ao Império Assírio.

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Este pequeno livro de Miguel Pselo conta, de uma forma muito sucinta, como funcionam os daemones, e daí o seu título. É estruturado como um diálogo entre uma pessoa que sabe (indirectamente) o que está a dizer sobre esse tema e uma que parece querer aprender um pouco mais. Nada apresenta de muito complexo, mas contém alguma informação interessante para quem, como uma das personagens, quiser saber mais sobre como essas intervenções funcionavam. Por exemplo, como é feito um pacto com um daemon? Parafraseando a informação deste livro:

 

 

É um ritual macabro, horrendo, como o são quase todos do género, mas é mesmo esse aspecto assustador, ilegalmente transgressivo, que supostamente contribui para o seu poder. Felizmente a obra não contém muitos outros momentos tão chocantes como este, sendo uma boa fonte de informação sobre a forma como os daemones (que, aqui, até poderíamos traduzir já como "demónios") eram vistos no século XI. Ainda assim, convém que leitores mais sensíveis a evitem, por razões óbvias.

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