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Inesperadamente, foram feitas novas descobertas em Pompeia nas últimas semanas.

 

Neste artigo pode ser visto um novo fresco representando o mito do cisne e de Leda (na segunda imagem aí presente, o animal pode ser visto no colo da heroína); recorde-se que, no mito, Zeus se transformou num cisne para consumar a sua paixão, e que dessa relação nasceu, através de um ovo, Helena de Tróia.

neste artigo podem ser vistos cavalos que foram recuperados de umas antigas cavalariças da cidade.

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Imagem que claramente não é Estentor

É provável que nunca tenham ouvido falar de Estentor, essencialmente pelo facto de se tratar de uma figura mitológica menor. Deste herói sabemos, somente através da Ilíada, que tinha uma voz tão poderosa como a de cinquenta homens. Interessante, claro, mas igualmente muito pouco satisfatório, seja para a trama do épico ou para um maior conhecimento por parte do leitor.

 

Porém, é em momentos como estes que podemos ver a grande importância dos escólios presentes em algumas das obras da Antiguidade. Sobre essa passagem do quinto livro da Ilíada é-nos adicionado um elemento que, apesar de pequeno, acrescenta bastante à história - parece que este Estentor, após o término da Guerra de Tróia, decidiu desafiar o deus Hermes para um concurso de gritos. Naturalmente que perdeu, mas a forma como isso levou à sua morte já não nos é explicado.

 

Existem bastantes tipos de informações que podem ser encontradas em escólios, desde curiosidades gramáticas até histórias como estas; infelizmente, também não existem publicados em tradução, seja inglesa ou portuguesa. São, por isso, muitas vezes de difícil acesso, mas quem a eles tenha acesso também lá pode encontrar conteúdo muito inesperado!

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Estas três pequenas histórias de Portugal foram-nos contadas por uma senhora na casa dos 80 anos, que nos disse que lhe foram contadas a ela pela sua avó. Reproduzimo-las aqui para que nunca se percam, mas deixamos igualmente um convite - conhecem outras histórias antigas de Portugal? Se sim, partilhem-nas nos comentários, para que também elas não se percam, como estas três:

 

"No Inferno existe um relógio [de pêndulo], que faz o barulho 'Nunca... Nunca... Nunca...', porque quem aí está nunca daí sairá. No Céu existe um relógio  [de pêndulo], que faz o barulho 'Sempre... Sempre... Sempre....', porque quem aí está sempre aí ficará."

 

"Existia um homem que trabalhava e cortava sempre ervas ao domingo. Como castigo, Nosso Senhor disse-lhe 'Vou-te colocar num sítio onde o poderás fazer para sempre'. Então, quando hoje olhamos para a Lua, podemos lá ver uma zona mais escura, que são as ervas que esse homem ainda hoje corta."

 

"Vai haver um cavalo relinchão, que não bebe água nem come pão...", "que são [agora] os aviões."

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Enquanto Febo os montes acendia
Do céu com luminosa claridade,
Por conservar illesa a castidade
Na caça o tempo Délia despendia.

Vénus, que então de furto descendia
Por captivar de Anquises a vontade,
Vendo Diana em tanta honestidade,
Quase zombando dela, lhe dizia:

«Tu vás com tuas redes na espessura
Os fugitivos cervos enredando;
Mas as minhas enredam o sentido.»

«Melhor é –respondia a deusa pura–
Nas redes leves cervos ir tomando,
Que tomar-te a ti nelas teu marido.»

 

(Soneto CCLXXXI)

Deixámos este poema para último lugar pelo simples facto de fazer, mesmo no seu final, referência a um momento muito famoso dos poemas de Homero, aquele em que Afrodite foi apanhada a trair o seu marido com Ares.

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Imagem da peça

Esta comédia apresenta-nos um evento pseudo-mitológico - o dia em que Pluto, deus da riqueza, foi curado daquela famosa cegueira, a mesma que anteriormente o levava a recompensar os criminosos e a se afastar dos justos. Seguindo essas linhas, os delatores deixaram de ser recompensados, as ricas velhotas deixaram de ser amadas por jovens pobres, e muitas outras coisas que tais. Era esse um mundo muito mais justo do que aquele que temos agora? Certamente que sim, mas também um mundo com muitos problemas de outra natureza - como a deusa Pobreza aqui o argumenta pela sua própria voz. Por isso, é uma comédia que faz rir, mas que também nos dá bastante que pensar.

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Diana prateada, esclarecida
Com a luz que do claro Febo ardente,
Por ser de natureza transparente,
Em si, como em espelho, reluzia,

Cem mil milhões de graças lhe influía,
Quando me apareceu o excelente
Raio de vosso aspecto, diferente
Em graça e em amor do que sohia.

Eu vendo-me tão cheio de favores,
E tão propinquo a ser de todo vosso,
Louvei a hora clara, e a noite escura,

Pois nela destes cor a meus amores:
Donde collijo claro que não posso
De dia para vós já ter ventura.

 

(Soneto CCLXXX)

Outro poema em que os sentimentos do sujeito poético se confundem com as ideias de um mito.

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Datado do século XVI, este livro foi escrito por um letrado de Florença. O seu nome não é totalmente claro, variando de algumas formas entre edições, mas naquela a que tivemos acesso surge como "Giovanni Battista Gelli".

Imagem de Circe

Mas de que trata este livro entitulado Circe? Essencialmente, é uma expansão da ideia presente num tratado da Moralia plutarquiana, em que Ulisses falava com um ser humano que a famosa feitiçeira tinha transformado em porco. A mesma ideia é aqui expandida apresentado vários outros animais, que o herói homérico tenta, sem sucesso, convencer a voltar à forma humana. Apesar do quadro invulgar, tratam-se de vários pequenos diálogos sobre a forma como os animais são, aqui se argumenta, superiores aos seres humanos. Poderia pensar-se que um pescador transformado em ostra, ou um médico tornado cobra, podiam estar insatisfeitos com as suas transformações, mas dizem-nos, aqui e de forma bem justificada, o porquê de preferirem essas novas vidas às suas anteriores. Se também nós concordamos com os seus argumentos, bem, isso é questão de se ler a obra e pensar nos vários casos apresentados.

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