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No próximo dia 9 de Março, a Mythos irá ter uma visita guiada ao Palácio da Ajuda (Lisboa), subordinada ao tema "Deusas, Ninfas, Rainhas e Princesas: o poder da força feminina". Para quem quiser saber mais, bastará clicar no cartaz abaixo.

Cartaz do evento

 

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Imagem de um Saci

O Saci, também conhecido por Sacy ou Saci-pererê (entre outros nomes), não é uma figura fácil de definir, já que os eventos que lhe estão associados parecem divergir nas diferentes zonas do Brasil. Entre as suas características essenciais contam-se o facto de ter um gorro vermelho, usar cachimbo e ter uma única perna, movendo-se ora aos saltinhos, ora por magia.

 

Por vezes é visto como uma criatura malvada, mas outros dizem que apenas faz traquinices aos incautos. Curioso é o facto do Saci poder ser capturado, seja roubando o seu gorro vermelho (a fonte do seu poder), ou fechando-o numa garrafa. Depois, para ser libertado, concede um desejo a quem o tiver capturado.

 

Sabendo que muitos dos nossos leitores são do Brasil, será que conhecem histórias concretas associadas ao Saci? Se sim, por favor partilhem-nas connosco, já que esta figura é pouco conhecida em Portugal e as suas aventuras parecem variar entre os vários estados do Brasil.

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Foi feita uma nova actualização a este espaço; entre alterações cosméticas e outras menores, foi criada uma nova secção que irá conter mitos e lendas provindas de Portugal e do Brasil. Retroactivamente, algumas publicações relativas a esses conteúdos foram movidas para o novo local.

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Secções:

Este poema é essencialmente conhecido por ser o mais longo da Antiguidade escrito em Latim (obviamente que o épico de Nono de Panópolis tem maior número de versos, mas recorde-se que foi escrito em Grego), tendo por tema a Segunda Guerra Púnica. Por si só, este tema poderia parecer enfadonho para os leitores dos nossos dias, mas um dos seus aspectos mais interessantes é mesmo o facto de intersectar a Mitologia e os aspectos históricos da própria guerra nas mesmas linhas.

 

É, por exemplo, aqui dada bastante ênfase ao mito de Eneias e (Elisa) Dido, mas também através de elementos que nos são pouco conhecidos da Eneida de Virgílio. Também existem, aqui e ali, outras sequências mitológicas, muitas delas com menos desenvolvimento noutras fontes, como a do combate entre o herói Hércules e o gigante Anteu. É, por isso, um poema relativamente fácil de ler, mas também tão agradável como alguns dos relatos de Heródoto.

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Nos primeiros séculos do Cristianismo surgiu um importante problema - como representar a(s) figura(s) divina(s)? As respostas foram-se sucedendo umas ás outras, mas o exemplo que aqui hoje apresentamos provém da Basilica di Santa Maria Maggiore, em Roma. Jogando uma espécie de "Onde está o Wally?", será que vêem algo de muito curioso nesta primeira imagem?

Muitas poderiam, naturalmente, ser as respostas, dada a vasta extensão iconográfica vista na imagem, mas foquemo-nos então num pormenor mais limitado:

Estas interpretações são sempre muito discutíveis, mas podem aqui ser vistos os quatro evangelistas (sob a forma de de um touro alado, um homem alado, um leão alado e uma águia), juntamente com São Pedro e São Paulo. Por baixo, um pequeno texto diz algo como "O bispo Sexto, para o povo de Deus". Mas o que está dentro de um círculo? Aqui não é muito fácil de se perceber, mas assemelha-se a uma espécie de trono com uma cruz, ambos ricamente adornados. Será Deus? Será Cristo? Será toda a Trindade? Em qualquer um dos casos é notável, esta representação da(s) figura(s) divina(s) pela ausência; a nós, até nos poderá parecer muito estranha, pelo que importa perguntar - a que se deve ela?

 

Bem, simplificadamente, o Judaísmo tem uma proibição da representação da figura divina, que até está muito bem presente no Antigo Testamento. Uma interdição semelhante existia nos primeiros séculos do Cristianismo, pelo que cedo se pôs a questão de como mostrar o que não podia ser mostrado, e esta foi uma das soluções encontradas. Por estranha que ainda nos pareça é, filosoficamente, uma representação mais fiel do que a do velho de barbas brancas que tanto imaginamos nos nossos dias.

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Raposa e cão

São, cremos, 42 as fábulas que se apresentam na colectânea de Aviano, quase todas elas com morais já directamente associadas. Entre elas contam-se algumas bastante famosas, como a da cigarra e da formiga, e outras que, apesar de menos conhecidas, são igualmente belas. Parafraseamos uma das que nos pareceram mais interessantes:

 

Dois grandes amigos decidiram empreender uma grande viagem. Enquanto caminhavam por uma floresta, viram uma ursa a aproximar-se. Um deles rapidamente subiu a uma árvore, enquanto que o segundo, incapaz de o fazer, se deitou no chão e fingiu-se de morto. Aproximando-se, a ursa pareceu passar muito tempo perto dele, segredando-lhe até aos ouvidos. Depois, afastou-se. O primeiro amigo desceu da árvore e perguntou-lhe, de forma curiosa, o que a ursa lhe tinha dito. Nada de muito complicado, apenas "cuidado com aqueles que se afastam quando mais precisas deles".

 

Fica então essa fábula, e esse conselho, primeiro preservado nas linhas de Aviano.

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Tirant lo Blanc

Quando, na trama do Don Quixote, os familiares do herói queimam a sua colecção literária, entre eles encontra-se um Tirant lo Blanc, um romance medieval que pareciam ter em muito boa conta. É, contrariamente a alguns outros mencionados nessa mesma altura, uma obra real e um bom romance de cavalaria, mas a sua referência aqui deve-se, mais que tudo, a um momento que é particularmente digno de menção.

 

Pouco depois de encontrar o amor, Tirant passa por um quarto em que se encontram representadas as mais famosas histórias de amor da sua época - "Flóris e Brancaflor, Tisbe e Píramo, Eneias e Dido, Tristão e Isolda, Rainha Guinevere e Lancelot". A segunda e a terceira delas provêm da Antiguidade, nomeadamente de Ovídio e Virgílio, enquanto que as restantes três são, essencialmente, histórias puramente medievais, de que a de Lancelot e Guinevere é, muito provavelmente, a mais famosa nos nossos dias.

 

E assim, neste Dia de São Valentim, que também os leitores inscrevam as suas próprias histórias entre as das figuras acima - que homem não gostaria de ser Lancelot? Que mulher não desejaria ser amada como Isolda?

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