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De autoria desconhecida, mas muito provavelmente dos séculos VII ou VIII da nossa era, este não é, como o seu nome poderia dar a entender, somente um livro sobre "monstros". Em vez disso, pode até ser dividido em três secções diferentes:

 

  • Na primeira delas surgem os "monstros", no sentido de criaturas quase humanas mas pouco vulgares. Entre elas contariam-se, por exemplo, os Panotiis (um dos quais é visto na imagem acima);
  • Na segunda, surgem animais pouco vulgares. Curioso é o facto de nesta secção o autor "conseguir", de alguma forma, identificar criaturas mitológicas, como os touros que cuspiam fogo que aparecem no mito de Jasão e Medeia;
  • Finalmente, a terceira secção contém relatos de criaturas serpentinas, cada uma delas com suas características. Entre elas estão, por exemplo, as serpentes que saíram do mar e mataram Laocoonte e os respectivos filhos.

 

A apresentação desta obra é feita assim por uma razão muito especifica - o mais interessante em relação a este Liber Monstrorum, ou "Livro dos Monstros" é o facto de conjugar alguns relatos mitológicos com informação real. É um livro que num momento nos refere o hipopótamo tal como o conhecemos e, no instante seguinte, acrescenta que este animal é muito tímido e foge de quem o persegue até ao ponto de começar a suar sangue. Num instante está a falar de serpentes, no seguinte quase que consegue identificar - não fazemos ideia como - o animal de onde provinham os miraculosos dentes que geravam seres humanos, famosos dos mitos de Tebas e de Medeia. É, por isso, uma inesperada obra que funde mitos e realidade, de uma forma um tanto ou quanto complexa.

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