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A história de Floris e Brancaflor parece ter sido uma das mais populares na Idade Média, com os seus amores a serem até imortalizados em várias outras obras. Mas se nessa obra o episódio dos confrontos de xadrez entre Floris e o guarda da torre que aprisiona Brancaflor, representado na imagem acima, até tem uma maior importância, existe uma referência na trama que, para os amantes dos antigos mitos, não poderá deixar de ser mencionada. Quando Brancaflor é vendida por dois mercadores, a sua beleza era tal que eles mereceram incontáveis recompensas em troca, uma das quais um copo de valor incalculável, assim descrito numa das versões do poema:

 

Vulcano tinha feito este copo, e nele tinha representado como Páris, filho de Príamo, rei de Tróia, tinha raptado Helena, e foi perseguido pelo raivoso Menelau, senhor de Helena, juntamente com o seu irmão Agamémnon, ao comando de um poderoso exército; e como os Gregos cercaram e atacaram a cidade de Tróia, que os Troianos defenderam, e quando a cidade foi tomada Eneias trouxe o copo e deu-o ao irmão da sua amada Lavínia.

 

São diversas as questões que este invulgar copo nos pode suscitar, mas ele é, mais que tudo o resto, uma recordação dos mitos de Tróia em plena Idade Média. É uma invenção completamente medieval, até porque normalmente Eneias escapa da cidade em chamas apenas com o pai ás costas e o filho pela mão, mas não deixa de ser um elemento que, na história deste Floris e da sua Brancaflor, nos remete para conquistas de outros tempos.

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