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Quais foram as sete maravilhas do mundo antigo? É famoso o epigrama de Antípatro de Sídon, que provavelmente foi escrito no século II a.C. e refere sete maravilhas do mundo, tendo em grande conta a última delas, o Templo de Artemisa em Éfeso (ver a triste imagem abaixo), mas essa não era a única listagem de famosos monumentos da Antiguidade. Por isso, hoje trazemos uma outra, a de um Fílon de Bizâncio, mais conhecido como "o Paradoxógrafo", que provavelmente terá vivido nos primeiros séculos da nossa era.

Ruínas do Templo de Artémis em Éfeso

O que esta obra de Fílon de Bizâncio (ou Filão, se estiverem meio malucos) tem de especial é o facto de nos descrever alguns detalhes das sete maravilhas do seu mundo, em vez de apenas dizer os seus nomes. Infelizmente, seria difícil deixarmos por cá todas as descrições, mas podemos fazer uma brevíssima alusão ao seu conteúdo. Assim, o autor fala-nos das seguintes:

  1. Os Jardins Suspensos da Babilónia, "que suspendem as suas plantas no ar".
  2. As Pirâmides [de Mêmfis], de que diz "por construções como estas os homens sobem até ao patamar dos deuses, ou os deuses descem até ao homem".
  3. A Estátua de Zeus [em Élide], cujo autor elogia dizendo que "honramos as outras maravilhas com a nossa admiração, mas esta é a única que veneramos".
  4. O Colosso de Rodes, que pela construção "no mundo um segundo sol ficou face-a-face com o primeiro".
  5. As Muralhas da Babilónia, "criadas com a majestade e esplendor da imensa riqueza da Rainha Semiramis".
  6. O Templo de Artemisa em Éfeso, "a morada dos deuses", curiosamente descrito em linhas semelhantes às de Antípatro, mas que estão aqui incompletas.

E onde está a sétima? O prefácio do autor permite saber-nos que seria o Mausoléu de Halicarnasso, mas a totalidade da sua descrição está perdida.

 

Para quem estiver curioso, como contrasta esta lista com a de Antípatro de Sídon, bem mais conhecida? Essencialmente, apenas troca o Farol de Alexandria pelas Muralhas da Babilónia, mantendo todas as restantes. Por isso, em conclusão, o que dizer deste texto? Apesar de curiosa, não sabemos qual terão sido as fontes do seu autor - o que sabemos, isso sim, é que não terá visto todas estas maravilhas com os seus próprios olhos, o que empobrece significativamente a sua intenção de as descrever para todos nós. E, por isso, não sabemos até que ponto podemos confiar na informação que nos dá, por muito interessante que possa parecer.

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