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Há vários anos atrás foi-nos posta uma pergunta que poderá fazer sorrir - como é que os heróis homéricos sabiam as ascendências uns dos outros? Claro que na Ilíada existem os mais diversos momentos em que as paternidades e eventos de um e outro herói são mencionadas, mas como podiam eles saber isso uns dos outros? Será que, como uma amiga costumava dizer, "paravam para conversar"?

 

Não temos, naturalmente, uma resposta totalmente fidedigna para dar, até por ser uma questão derivada de uma obra de ficção e uma convenção de poemas épicos, mas numa obra chinesa, 西遊補, aparece uma sequência que neste contexto merece ser trazida à luz. Dois combatentes estão em pleno combate, a trocar os mais diversos golpes, quando um deles diz ao outro:

Espera! Se eu não te falar sobre a minha família, quando eu te matar e te tornares um fantasma irás continuar a pensar que eu sou apenas um pequeno general sem nome. Mas permite-me contar-te: eu, o Rei Pramit, sou nem mais nem menos que um descendente directo do Macaco Sun, o Grande Sábio Igual ao Céu, que causou grande confusão no Céu.

Será que monólogos como estes, de pura vangloriação, também tinham lugar, muitas vezes de forma implícita, no imaginário do poeta da Ilíada? É bastante possível que sim, mesmo que se pense que nunca tenham acontecido em confrontos bélicos mais reais.

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