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Um dos artigos recentemente pedidos neste blog era o do famoso Mito de Pandora. Neste,  e como poderá ser visto em seguida, Pandora, a primeira mulher, é culpabilizada pelos males de toda a humanidade. Curiosamente, esta mesma temática seria abordada em muitas outras mitologias e religiões, com uma das mais famosas referências a aparecerem na Bíblia, em que Eva, esposa de Adão e primeira mulher, seria também ela a culpada pelos males que hoje afligem o mundo. Segue-se um pequeno resumo:


Segundo o mito, a história de Pandora surge na sequência de alguns logros perpetrados por Prometeu, que viriam a privilegiar a humanidade em detrimento dos deuses do Olimpo.
Para se vingar, Zeus criou Pandora, a primeira mulher, e enviou-a a Epimeteu , que a deveria tomar como esposa.
Contrariamente ao que o irmão, Prometeu, lhe tinha aconselhado, Epimeteu aceitaria este presente vindo do Olimpo. Infelizmente, Pandora viria também com um objecto, no qual estavam contidos todos os males, dos quais a humanidade estava ainda liberta.
Vítima da sua curiosidade, esta primeira mulher abriria o objecto que lhe está associado, libertando todos os males e deixando, curiosamente, um simples dom por libertar - a esperança.

O mito de Pandora é normalmente terminado por aqui, mas esta personagem também se tornaria a mãe de Pirra , cujo matrimónio com Deucalião acaba por ser a base para um outro mito. Infelizmente, pouco se sabe em relação ao matrimónio desta importante figura com Epimeteu , além do que foi referido acima.

Existe um outro pormenor que vale a pena explorar. Apesar do objecto normalmente associado a Pandora ser uma caixa, existe alguma iconografia em que ela também aparece com outros objectos, entre eles uma jarra. Segundo alguns autores, este factor poderá vir de alguns erros na tradução dos mitos originais, ou mesmo alguma adaptação nos mesmos, uma opinião de que eu partilho.

Finalmente, deve-se notar aquele que considero como sendo um dos pormenores mais importantes deste mito - a presença da "esperança" no interior de um objecto que, alegadamente, só continha males. Deixando de lado a hipótese de erros na tradução do mito (se pensarmos bem, isso poderá ser dado como uma desculpa para justificar seja o que for, o que poderá ser perigoso), esta presença parece quase injustificável. É possível, talvez, que a esperança fosse considerada como uma perdição, ao incitar a sociedade grega a lutar por ideais que, segundo as leis imutáveis das Moiras, seriam ridículos. Se o Destino realmente existia, sob a forma das três Moiras, que sentido teria a esperança de uma vida melhor?
É uma mera hipótese, mas talvez uma das mais interessantes que tenho para apresentar. Caso alguém tenha outras, obviamente que está à vontade para as deixar por cá...

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