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Esta obra de Cornuto aponta, essencialmente, os mitos dos deuses através das suas etimologias e interpretações simbólicas. Porém, recorre frequentemente a elementos muito forçados, que dificilmente estariam em conta nas criações originais. Para dar um pequeno exemplo, Urano é referido como tendo obtido esse nome por ser o limite superior ("ouros anô") de tudo o que existe; claro que existe uma semelhança notável entre o nome do deus e essa expressão, mas até que ponto era essa semelhança de vocábulos intencional? Não sabemos - e é essa a grande dificuldade desta obra, não podermos ter uma completa consciência de até que ponto a informação que nos dá é credível.

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Será que já ouviram falar de Joana, uma mulher que supostamente subiu ao trono papal?

Conta-nos a sua história que Joana se disfarçou de homem e se juntou a um mosteiro. Foi aprendendo cada vez mais, chegando a fama da sua sabedoria a tornar-se tão grande que acabou por ir subindo na escada da igreja e acabou por chegar a papa. Contudo, acabou por engravidar de um amado e teve o seu filho durante uma procissão na própria cidade de Roma. Se morreu durante esse nascimento, se foi depois morta pelos fiéis, ou se foi deposta e levada para um convento, as diversas fontes parecem discordar em relação a esse ponto.

 

Mas... terá esta história acontecido mesmo? A maior parte dos estudiosos do tema dizem que não, mas... porque existe uma carta de tarot chamada "a papisa"? Porque existe em Roma uma rua evitada durante cortejos papais, supostamente o local em que esta papisa deu à luz? Porque são diversas as fontes que afirmam ter visto, na galeria onde eram guardados os bustos dos vários papas, uma figura claramente feminina? Porque terá escrito um famoso autor (cremos que Erasmo, mas a memória poderá estar a trair-nos) que viu em Roma uma estátua desta papisa com o seu filho nos braços? E também, porque existe no Vaticano uma cadeira com um buraco, supostamente desenhada para verificar os genitais daqueles que ascedem ao trono papal? A resposta a todas estas questões, deixamo-la aos leitores - fica o desafio!

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No dia 28 de Abril tomará lugar, nas Ruínas da "nossa" Tróia (perto de Setúbal), uma visita às ruínas que posteriormente inclui também um jantar e uma peça de teatro. Mais informação pode ser lida aqui. Segundo a companhia de teatro envolvida no evento, a sinopse da peça é a seguinte:

Em 147 a.C. os romanos cercam o que resta da hoste lusitana. É mais um episódio da guerra que Roma trava para se apoderar da Península Ibérica. Mas os lusitanos elegem um comandante que, durante sete anos, vai ser o pesadelo de Roma: Viriato.

 

Fica o convite para todos os potenciais interessados, e para aqueles que queiram conhecer melhor a figura de Viriato já lhe fizemos algumas referências aqui.

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Já aqui falámos anteriormente de Viriato através de algumas das fontes primárias que o mencionam, mas em Portugal esta figura parece ser essencialmente conhecida como um herói, um defensor da pátria, que se revoltou contra os (malvados?) romanos e que de pastor se tornou um grande general, acabando depois por ser morto à traição por um dos seus próprios companheiros. E se as fontes literárias que consultámos até confirmam parcialmente estas ideias, também nos deixam claro um elemento curioso - mais do que um herói, Viriato parece ter sido um bandido que se dedicava inicialmente ao assalto de gentes incautas. Poderia argumentar-se que essas potenciais "más línguas" se deviam ao facto dos romanos quererem defender as suas próprias acções, mas em nenhum momento é dito que as acções desta figura ou dos seus companheiros se prendiam com a defesa dos locais em que viviam.

 

Então, de onde vem a ideia de que Viriato foi um herói da pátria lusitana? Muito provavelmente do tempo de Salazar, em que surgiu uma necessidade de heroicizar muitas das figuras do passado nacional - por vezes até sem evidências concretas que o justificassem, como neste caso particular!

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Este é um mito tão invulgar quanto obscuro, mas provalvemente também um pouco inapropriado para os mais novos - perdoem-nos os pais, familiares, encarregados de educação e pessoas com papéis semelhantes. Deixado este aviso, continuamos então com a trama do mito.

 

Numa dada altura Dioniso procurava a entrada para o reino de Hades, de forma a trazer de volta a sua mãe. Incapaz de encontrar esse local, acabou por se cruzar com um pastor de nome Prosimno. Este acedeu a ajudá-lo, desde que o deus fizesse amor com ele. Por motivos de tempo, Dioniso acedeu a este pedido mas com a contingência de que aguardassem até ao seu retorno. Porém, quando o deus voltou ao mundo dos vivos Prosimno já tinha morrido. Então, construiu um enorme falo de madeira, colocou-o sobre o túmulo do pastor e cumpriu a sua promessa.

 

Tome-se em atenção que nenhum autor nos conta esta história por completo, sendo apenas inferida do cruzamento de várias fontes. Ainda assim, não deixa de ser curiosa ao ponto de merecer ser mencionada por cá - o que vos parece? Já conheciam?

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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