Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Este é um mito tão invulgar quanto obscuro, mas provalvemente também um pouco inapropriado para os mais novos - perdoem-nos os pais, familiares, encarregados de educação e pessoas com papéis semelhantes. Deixado este aviso, continuamos então com a trama do mito.

 

Numa dada altura Dioniso procurava a entrada para o reino de Hades, de forma a trazer de volta a sua mãe. Incapaz de encontrar esse local, acabou por se cruzar com um pastor de nome Prosimno. Este acedeu a ajudá-lo, desde que o deus fizesse amor com ele. Por motivos de tempo, Dioniso acedeu a este pedido mas com a contingência de que aguardassem até ao seu retorno. Porém, quando o deus voltou ao mundo dos vivos Prosimno já tinha morrido. Então, construiu um enorme falo de madeira, colocou-o sobre o túmulo do pastor e cumpriu a sua promessa.

 

Tome-se em atenção que nenhum autor nos conta esta história por completo, sendo apenas inferida do cruzamento de várias fontes. Ainda assim, não deixa de ser curiosa ao ponto de merecer ser mencionada por cá - o que vos parece? Já conheciam?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Após o seu proémio, a Teogonia de Hesíodo começa com uma frase emblemática, "Primeiro nasceu o Caos", uma espécie de divindade da qual depois irá, progessivamente, nascer tudo aquilo que existe. E, considerado puramente assim, num vazio cultural, poderá parecer-nos uma criação que tem uma certa lógica... isto, até considerarmos o mesmo problema que, segundo reza a história, levou Epicuro a dedicar-se à filosofia - de onde nasceu esse Caos? O poeta grego nunca responde à questão, mas pelos versos que se lhe seguem compreendemos que terá de ter nascido de alguém, de alguma coisa, de algum lado. Mas de onde? De um nada tão grande que nem tinha um nome? A ideia de que somente já existia, desde o início dos tempos, não faz sentido, pelo facto de nos ser dito que ele "nasceu". Por isso, fica a questão!

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

Da vida deste médico de Filipe de Macedónia sabemos, essencialmente, duas coisas, ambas igualmente curiosas.

 

Se, por um lado, ele era bom na sua profissão, curando até aqueles que sofriam da "doença sagrada" (hoje conhecida como "epilepsia"), por outro também parecia ser um pouco louco, insistindo em que o tratassem por Zeus e associando àqueles que curava os nomes das outras divindades do Olimpo. Além disso, segundo um dos relatos a que temos acesso parece que até fazia dos pacientes curados seus escravos pessoais.

 

Terá sido, presumimos, devido a essa potencial loucura que o próprio Filipe da Macedónia o convidou para jantar, servindo-lhe depois uma jocosa "dieta" de incensos e libações enquanto argumentava que um deus - como o seria Zeus - não tinha necessidade de comida. O seu séquito, esse, foi bem alimentado, levando a que Menécrates tenha saído do repasto zangado. Terá sido este o episódio que curou a sua potencial loucura? Não sabemos, mas dada a ausência de mais elementos sobre a sua vida é até possível que sim.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um homem que cortava lenha ao pé de um rio deixou cair o seu machado nesse curso de água. Triste com essa perda, chorou, até que lhe apareceu o deus Hermes. Comovido com a situação, o ajudante divino retirou das águas um machado de ouro e perguntou ao homem se este lhe pertencia. Negou-o. Depois, o deus retirou das águas um segundo machado, este de prata. O homem também negou que esse lhe tenha pertencido. Finalmente, o deus retirou das águas um terceiro machado - o original - que o homem confirmou ser o seu. Então, pela sua honestidade, Hermes permitiu-lhe que ficasse com todos os três machados.

 

Mas esperem, a história ainda não terminou! Voltando à sua aldeia, este homem contou aos seus companheiros o que se tinha passado. Alguns acreditaram no que lhes era dito, enquanto que outros não. Assim, um dos que pertencia ao segundo grupo decidiu repetir a experiência - foi ao rio, atirou o seu machado para as águas e chorou. Surgiu novamente Hermes, a quem esse segundo homem contou o que se tinha passado. O deus recuperou, como antes, um machado de ouro e perguntou-lhe se era o instrumento que procurava. Movido pela avareza, confirmou imediatamente que sim - mas o deus, sabendo que era mentira, não só lhe negou este machado como nem recuperou o original, punindo as más acções como antes tinha recompensado as boas!

 

Esta espécie de fábula esópica ensina-nos, essencialmente, a importância da honestidade. Que mais dizer sobre isso, além do que a própria história nos pode ensinar?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Neste Dia de São Valentim trazemos, como já é uma espécie de costume, uma pequena brincadeira - o que aconteceria se nesta data o Rei Midas, que numa dada altura transformava tudo aquilo em que tocava em ouro, fosse sair com a Medusa, cujo olhar transformava as pessoas em pedra? A imagem acima traz-nos uma possível resposta, mas quem quiser partilhar a sua poderá e deverá fazê-lo!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
Licença Creative Commons



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog