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O que dizer sobre o poema épico de Lucano que é, entre nós, normalmente conhecido como Farsália? Ficámos um pouco com a ideia de que é uma obra sem heróis e sem vilões, e em que a própria guerra civil é que toma o lugar cimeiro. Tem momentos belíssimos e instantes de horrendos crimes de guerra. Mas, de um ponto de vista dos mitos, existem dois momentos especialmente importantes.

 

No quarto livro, e ao longo de cerca de 80 versos, é-nos recontado detalhadamente o combate entre Hércules e Anteu, a que já uma vez fizemos referência aqui. Podemos estar enganados, mas é provável que se trate da versão mais detalhada que ainda temos para esse episódio mitológico.

 

No nono livro e também em cerca de 80 versos é retratado o mito de Perseu e da Medusa. Nada há de muito especial nessa referência, até porque o mito é sobejamente conhecido, mas o relato contém um punhado de versos de curiosa importância, que nos dizem que, por exemplo, que a deusa Atena, enquanto auxiliava Perseu, evitou olhar para a Medusa - o que lhe teria acontecido se não o fizesse? Não nos é dito, o que é pena.

 

De um modo geral esta é uma obra... razoável, talvez essa seja a melhor palavra para a definir. Muito poucos serão aqueles que terão interesse nela, com excepção dos que procurem mais informação sobre a guerra civil romana, mas mesmo assim há que deixar um ponto crucial - a obra está incompleta, terminando com César a escapar do Egipto.

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Este espaço é da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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