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Este é uma daqueles mitos que indubitavelmente tem um fundo de verdade. Sabemos que um tal Aristeas, nativo da ilha de Proconeso, existiu e escreveu um poema chamado Arimaspea, brevemente citado tanto por Longino como por João Tzetzes. Porém, pela sua natureza é improvável que a história contada por Heródoto seja igualmente verdade.

Heródoto conta-nos então que este Aristeas entrou numa loja, caiu para o lado e morreu. O dono da loja provavelmente ficou em pânico e foi contar aos familiares do (potencial?) defunto o que se tinha passado, mas.. quando voltaram ao local, o corpo de Aristeas não estava lá. Dias depois, um viajante disse que Aristeas não podia estar morto, já que o tinha visto num outro local e até falou com ele.

Estranhamente, Aristeas voltou à sua cidade-natal passado sete anos (a história não nos relata se os familiares lhe deram uma tareia pela sua repentina ausência...), altura em que supostamente escreveu a Arimaspea (provavelmente um relato das suas aventuras), antes de tornar a desaparecer. Posteriormente, é-nos dito que ele reapareceu mais de duas centenas de anos depois, mas se se tratava do mesmo Aristeas... ninguém sabe, tendo "ele" supostamente revelado que andava a viajar sob a forma de um corvo com o deus Apolo.

 

Onde termina então a verdade e começa a ficção neste mito? Não pode ser totalmente falsa, esta história, porque a Arimaspea existia e até Longino a elogia. Mas terá ele mesmo desaparecido por sete anos? Quem era a misteriosa figura que foi vista passado dois séculos? A perguntas como estas provavelmente nunca teremos uma resposta...

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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