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O mundo dividido no Tratado de Tordesilhas

Hoje, mais do que mitos e lendas, trazemos cá um pouco de cultura geral. O Tratado de Tordesilhas, como é que provável que os leitores se recordem dos seus tempos de escola, foi uma convenção celebrada entre Portugal e Espanha, segundo a qual os locais por descobrir pelo mundo fora se repartiriam entre os dois países, independentemente de qual dos dois o descobriu.

Mas, visto que foram certamente poucos aqueles que o leram, pensámos que podíamos revelar três pequenas curiosidades sobre o seu conteúdo:

 

Como bem se sabe, a principal divisória foi colocada 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Contudo, o tratado também dá algumas indicações adicionais sobre como deveriam ser traçados esses limites na prática, para que se pudesse apurar se um determinado local iria pertencer a Espanha ou a Portugal;

Também é estabelecido neste tratado uma espécie de período de carência, dizendo o que deveria acontecer aos territórios descobertos antes da sua entrada em vigor.

Mas, finalmente e talvez muito mais interessante, é o facto de nunca se propor uma divisão do globo em duas metades, como se somente Portugal e Espanha fossem merecedores de possuir tudo o que existe. O que é dito, isso sim, é que se um dos dois países encontrar um novo território, esse poderá vir a ser pertença do outro mediante a sua localização. Na prática, é uma espécie de pacto de não-agressão entre os territórios ibéricos, mas sem que seja estipulado o que deverá acontecer a potenciais descobertas feitas por outros países.

 

Se, na prática, a ideia por detrás do Tratado de Tordesilhas nos poderá parecer hoje um tanto absurda, poderá ter sido a melhor forma que os dois países encontraram para gerir aquele que poderia ser um conflito constante. Se, de um ponto de vista literário ou mitológico, este documento não tem muito interesse, o seu valor histórico é completamente inegável.

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