Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Um homem que cortava lenha ao pé de um rio deixou cair o seu machado nesse curso de água. Triste com essa perda, chorou, até que lhe apareceu o deus Hermes. Comovido com a situação, o ajudante divino retirou das águas um machado de ouro e perguntou ao homem se este lhe pertencia. Negou-o. Depois, o deus retirou das águas um segundo machado, este de prata. O homem também negou que esse lhe tenha pertencido. Finalmente, o deus retirou das águas um terceiro machado - o original - que o homem confirmou ser o seu. Então, pela sua honestidade, Hermes permitiu-lhe que ficasse com todos os três machados.

 

Mas esperem, a história ainda não terminou! Voltando à sua aldeia, este homem contou aos seus companheiros o que se tinha passado. Alguns acreditaram no que lhes era dito, enquanto que outros não. Assim, um dos que pertencia ao segundo grupo decidiu repetir a experiência - foi ao rio, atirou o seu machado para as águas e chorou. Surgiu novamente Hermes, a quem esse segundo homem contou o que se tinha passado. O deus recuperou, como antes, um machado de ouro e perguntou-lhe se era o instrumento que procurava. Movido pela avareza, confirmou imediatamente que sim - mas o deus, sabendo que era mentira, não só lhe negou este machado como nem recuperou o original, punindo as más acções como antes tinha recompensado as boas!

 

Esta espécie de fábula esópica ensina-nos, essencialmente, a importância da honestidade. Que mais dizer sobre isso, além do que a própria história nos pode ensinar?

Autoria e outros dados (tags, etc)



Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
Licença Creative Commons



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog