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Quando imaginamos a figura de uma bruxa, uma das características que mais facilmente lhe associamos é o facto de estas figuras esvoaçarem numa vassoura. Porém, se pensarmos um pouco na questão, acabamos por notar que essa relação é estranha - porquê uma vassoura e não um ramo de uma árvore, ou até uma carroça encantada?

 

De uma forma indirecta, o Malleus Maleficarum dá-nos a resposta, quando aponta que, seguindo as instruções do diabo, as bruxas produziam um unguento feito dos membros de crianças que matavam antes do baptismo. Depois, aplicando essa produção numa cadeira ou vassoura, davam-lhe poderes mágicos. Supostamente, entre esses poderes contar-se-ia a capacidade de voar.

 

Mas, voltando à questão original, porquê uma vassoura (ou uma cadeira)? Recorde-se que, como a própria obra mencionada acima dá bem a entender, as bruxas estavam a ser perseguidas, pelo que lhes convinha passar despercebidas. Não poderiam, como nos tempos de Medeia, continuar a viajar num carro puxado por dragões, ou algo em igualmente exuberante. Mas, como qualquer outra mulher, certamente que teriam em casa uma vassoura ou uma cadeira, bem como outros objectos naturais ao quotidiano da época e que passariam perfeitamente despercebidos. Não pretendemos, evidentemente, argumentar que essas bruxas existiram, mas sim que a opção por uma vassoura teria um fundo lógico e fácil de justificar no contexto da Idade Média, sendo provável que a nossa ideia de bruxa tenha, por vias nem sempre muito claras, provindo desses tempos.

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Este espaço é da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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