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Na obra medieval Malleus Maleficarum (algo como "O martelo das maléficas [ou bruxas]"), a que voltaremos dentro de algum tempo, é revelado que as bruxas dessa altura veneravam essencialmente duas figuras, Diana e Herodias.

 

É natural que Diana se tenha tratado da deusa romana da caça, semelhante à Ártemis grega e que por diversas razões foi venerada até muito mais tarde que os outros deuses pagãos (como um templo existente em Sintra ainda parece atestar), mas quem foi Herodias? Não é fácil ter uma absoluta certeza, mas é provável que se tenha tratado de uma esposa do rei Herodes, a mesma que pela dança de uma filha levou à decapitação de João Baptista.

 

Também não será fácil explicar o porquê da associação destas duas figuras, em concreto, aos rituais mágicos, mas poderá ter-se devido ao sincretismo de um conjunto de características que pareciam atribuir-lhes poder especial sobre os homens, sejam, por exemplo, os poderes mágicos da primeira figura (recorde-se o desfecho do mito de Acteon), ou a persuasiva dança da filha de Herodias, a quem hoje chamamos Salomé.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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