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Principiam hoje as "Jornadas Europeias do Património". Para as celebrar, apresentamos aqui um espaço romano que é menos conhecido em Portugal.

Ruínas Romanas de Milreu

Conforme a informação histórica que nos foi gentialmente cedida pela Direcção Regional de Cultura do Algarve:

 

As Ruínas Romanas de Milreu constituem um exemplo de villa rústica, cuja origem esteve ligada ao crescimento económico do Império Romano no século I e que, no século III, se tornou numa luxuosa residência de campo.
A villa de Milreu era composta por extensa área agrícola e zonas de produção de azeite e vinho, onde trabalharia a população local. A zona possui bons aquíferos, situa-se nas proximidades da cidade de Ossonoba, actual Faro e do seu porto, onde a produção agrícola seria comercializada.
A área residencial dos proprietários viria a adquirir uma expressiva dimensão a partir do século III e no século IV, com a criação de uma zona social ampla, com acabamentos de qualidade, como a aplicação de mármores, pavimentos de mosaicos e paredes com pinturas.
O templo dedicado às divindades aquáticas, padroeiras de abundância e saúde, foi erguido no século IV. No século VI o edifício foi cristianizado. No pátio foi descoberto um tanque baptismal rectangular e o recinto foi utilizado como cemitério. No século X, uma inscrição em árabe gravada numa coluna revelou a continuidade de utilização do edifício como espaço religioso pela comunidade muçulmana local.

 

As Ruínas Romanas de Milreu estão classificadas como Monumento Nacional desde 1910. Compõem-se de uma grande casa senhorial ou Pars urbana, complexo de termas ou Balneum, lagares de vinho e azeite, instalações agrícolas e um templo consagrado a divindades aquáticas.

Os vestígios arqueológicos ocupam uma área aproximada de 15.800 m2, composta por muros, pavimentos, tanques, desníveis, sistemas de canalização e arranques de abóbada com diversos revestimentos como rebocos, pinturas parietais ou mosaicos. Estes elementos representam a evolução construtiva da “Villa” romana de Milreu entre os séculos II e IV d. C. e vestígios de ocupação humana até ao século VI um dos monumentos de maior valor artístico, arqueológico e patrimonial do Algarve.

 

Fica então o nosso convite a que também sejam visitadas estas ruínas romanas. Mais informação sobre elas pode ser encontrada aqui.

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Este espaço é da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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