Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Num bosque que das Ninfas se habitava
Sibela, Ninfa linda, andava um dia;
E subida numa árvore sombria,
As amarelas flores apanhava.

Cupido, que ali sempre costumava
A vir passar a sesta à sombra fria,
Num ramo o arco e setas que trazia,
Antes que adormecesse, pendurava.

A ninfa, como idóneo tempo vira
Para tamanha empresa, não dilata,
Mas com as armas foge ao moço esquivo.

As setas traz nos olhos, com que tira:
Ó pastores! Fugi, que a todos mata,
Senão a mim, que de matar-me vivo.

 

(Soneto XX)

Esta pequena trama, apesar de não ser directamente baseada em qualquer mito que conheçamos, tem um certo charme nessa possibilidade de uma ninfa roubar os instrumentos amorosos de Cupido.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Este espaço é da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
Licença Creative Commons



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

  Pesquisar no Blog