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Por sua Ninfa, Céfalo deixava
Aurora, que por ele se perdia;
Posto que dá princípio ao claro dia,
Posto que as roxas flores imitava.

Ele, que a bela Prócris tanto amava
Que só por ela tudo enjeitaria,
Deseja de atentar se lhe acharia
Tão firme fé como nele achava.

Mudado o traje, tece o duro engano;
Outro se finge, preço põe diante;
Quebra-se a fé mudável, e consente.

Ó engenho subtil para seu dano!
Vede que manhas busca um cego amante
Para que sempre seja descontente!

 

(Soneto CLXXXIII)

Um poema que dá para pensar um pouco sobre as complexidades do amor.

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Este espaço é da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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