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O filho de Latona esclarecido,
Que com seu raio alegra a humana gente,
Matar pôde a Pitónica serpente
Que mortes mil havia produzido.

Feriu com arco, e de arco foi ferido,
Com ponta aguda de ouro reluzente:
Nas Tessálicas praias docemente
Por a ninfa Peneia andou perdido.

Não lhe pôde valer contra seu dano
Saber, nem diligências, nem respeito
De quanto era celeste e soberano.

Pois se um deus nunca viu nem um engano
De quem era tão pouco em seu respeito,
Eu que espero de um ser, que é mais que humano?

 

(Soneto CXXXVII)

O sujeito poético, como Apolo neste mito, parece sentir algum desespero pela sua situação.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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