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Seguia aquele fogo, que o guiava,
Leandro, contra o mar e contra o vento:
As forças lhe faltavam já e o alento;
Amor lhas refazia e renovava.

Depois que viu que a alma lhe faltava,
Não esmorece; mas, no pensamento,
— Que a língua já não pode – seu intento
Ao mar, que lho cumprisse, encomendava.

«Ó mar – dizia o moço só consigo —
Já te não peço a vida; só queria
Que a de Hero me salves; não me veja...

Este meu corpo morto, lá o desvia
Daquela torre. Sê-me nisto amigo,
Pois no meu maior bem me houveste inveja!»

 

(Soneto CLXXXV)

Este poema refere-se à bela história de Hero e Leandro.

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Este espaço é da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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