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Ornou sublime esforço ao grande Atlante,
Com que a celeste máquina sustenta;
Honrou a Homero o engenho, com que intenta
Grécia do quarto céu levá-lo avante.

Coroou claro [o] Amor de amor constante
A Orfeu, firme na paz e na tormenta;
Inspirou a Fortuna, em tudo isenta,
A César, de quem foi um tempo amante.

Exaltaste tu, Fama, a glória alta
De Alcides lá no monte em que resides;
Mas Castro, em quem o Céu seus dons derrama,

Mais orna, honra, coroa, inspira, exalta,
Que Atlante, Homero, Orfeu, César e Alcides,
Esforço, Engenho, Amor, Fortuna e Fama.

 

(Soneto CLXXXIX)

Os vários exemplos da Antiguidade são aqui usados para exaltar alguém de apelido Castro, cuja verdadeira identidade não é certa.

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Este espaço é da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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