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Mitologia em Português

Existem palavras que usamos no nosso dia-a-dia e que se foram tornando tão habituais que raramente pensamos na sua ascendência e significados reais. A origem de Alfacinha, Tripeiro, Morcão e Tanso caem nessa categoria, porque tendemos a perceber essas palavras como uma espécie de insultos, mas não nos interrogamos sobre o porquê de o serem - ou até de terem deixado de o ser, como é especialmente evidente no primeiro caso. Então, de onde vem o carácter depreciativo de cada uma dessas quatro palavras?

A origem de Alfacinha, Tripeiro, Morcão e Tanso

Alfacinha... poderia pensar-se que não é um insulto! E já não o é, nos dias de hoje, mas começou por sê-lo. Quando vimos a designação atestada numa obra do século XVI, ela referia-se aos lisboetas - como ainda hoje - mas num sentido pejorativo, pelo facto de eles dedicarem todo o seu tempo e dinheiro a uma excelente aparência exterior, enquanto que em suas casas só comiam alfaces e rabanetes, ou seja, as coisas mais baratas então acessíveis ao povo. Assim sendo, ser "um alfacinha" era, originalmente, ser um habitante da capital de Portugal, mas um que era caracterizado como sempre muito bem vestido, mas que ao mesmo tempo quase que passa fome para alimentar essa grande ostentação exterior.

O nome de Tripeiro vem de um episódio histórico, apesar de já não se ter bem a certeza de qual (lemos duas teorias, mas não sabemos afiançar qual das duas será a correcta), em que os habitantes da cidade cederam toda a sua carne para ajudar o país, reservando apenas as tripas para si mesmos. Nesse sentido, o que para eles era um motivo de grande orgulho, ao longo dos séculos gerou uma designação, "tripeiro", que muitas vezes é utilizada pelos não-habitantes como uma espécie de insulto.

Já Morcão vem do Latim murcus, nome que era originalmente dado a alguém que se auto-mutilou para evitar o serviço militar obrigatório. Visto que sem o polegar era quase impossível conseguir segurar numa espada, num escudo ou até numa lança (o que era obrigatório para as guerras do tempo dos Romanos), essas pessoas eram dispensadas do dever militar. Depois, ao longo dos séculos, a expressão "morcão" foi crescendo nesse seu sentido, para passar a designar aqueles que não têm jeito para determinadas tarefas, não só as das artes da guerra, mas também muitas mais.

 

Já Tanso é um pouco mais complicado, com os dicionários nacionais que consultámos a atribuírem-lhe uma "origem obscura". Nada teríamos para dizer em relação a essa palavra, não fosse o facto de termos ouvido uma opinião muito intrigante - Tian Shu era uma divindade famosa na China, uma espécie de deus supremo, e através da influência cristã nesse país ela foi ficando mal vista no Ocidente, até que se passou a designar por "tanso" aquele que acreditava nesse tipo de coisas, que os Cristãos tendiam a ver como nada mais que, como eles tendiam a pensar nessa altura, "superstições estúpidas". Será esta a verdadeira origem da palavra e do seu sentido na nossa cultura? Não podemos ter a certeza...

 

Serão mesmo estas as explicações correctas por detrás da origem de Alfacinha, Tripeiro, Morcão e Tanso, enquanto palavras insultuosas? A resposta é claramente positiva para os três primeiros casos, mas já em relação ao último, e como já foi dito acima, tudo é mais discutível e muito menos seguro - chamemos-lhe, por isso, uma questão de mera opinião, que serve para explicar o significado, mas que também o faz de uma forma dubiamente insegura. É, pelo menos por agora, uma questão de pura e simples opinião.

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Hoje chove lá fora. Por isso nada tão apropriado como falar da origem e significado da expressão Em Abril, águas mil, até dado o mês em que estamos. Por isso, de onde vem ela? Curiosos? Bem, na verdade este é um provérbio popular caracteristicamente português, com génese nacional e que até já tem alguns séculos de existência. Porém, ele nem sempre foi assim, precisamente como ainda o dizemos nestes nossos dias de hoje.

Em Abril, Águas mil... qual a sua origem e significado?

Existem muitas formas deste provérbio, mas entre as mais antigas, que nos chegaram bem atestadas nas primeiras colecções literárias destes temas, contam-se as seguintes duas:

Abril águas mil, coadas por um mandil, e em Maio três ou quatro.

Em Abril queijos mil, e em Maio três ou quatro.

Apresentamos aqui estas duas versões para mostrar que a terceira parte do provérbio original, reproduzido acima, podia ter feito parte do original. Mas o que dizer da segunda, "coadas por um mandil"? Não é totalmente claro, mas terá sido muito provavelmente por essa ausência de claridade que, progressivamente, também essa parte da ideia original foi mudando para "coadas por um funil", acabando depois por cair em desuso.

 

Assim sendo, em Abril, águas mil, poderá ser visto como tendo o significado de que durante esse mês é comum chover bastante em Portugal. Coadas por um mandil poderá - atenção, é apenas uma questão de opinião - ter significado na altura que estas eram chuvas perturbadoras, mais do que auxiliadoras das actividades dos campos, ou que era uma pluviosidade de alguma forma "suja". Em Abril queijos mil provavelmente referia-se às zonas em que existia pastorícia; visto que as chuvas levavam a um crescimento maior das ervas do campo, é provável que isso desse alimentação a mais animais e, como tal, fossem feitos mais queijos. Mas o que dizer da (quase) oposição em Maio três ou quatro? Ela terá de ser relativa ao facto de normalmente chover menos durante esse mês do que durante o seu anterior, com tudo o que de positivo e negativo isso tinha para oferecer.

 

Em suma, a nossa (famosa) expressão Em Abril, águas mil evoluiu ao longo dos séculos, sendo hoje apresentada numa forma bastante simplificada face ao seu original. Assim, nesta sua forma actual, ela tem apenas o significado de que é bastante comum chover em Portugal durante o mês em questão.

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A origem da expressão a curiosidade matou o gato tem muito que se lhe diga. É uma daquelas expressões que muito bem se conhecem, tanto em Portugal como no Brasil (e provavelmente até em outros países lusófonos), mas que ao mesmo tempo não podem senão suscitar uma enormíssima curiosidade - afinal, qual a sua origem? Será que existiu, verdadeiramente, uma história por detrás de toda a situação, um gatinho que se tenha tornado proverbial após ter falecido em virtude da sua curiosidade, como no caso, que até aqui contámos recentemente, de um menino que aceitou doces de desconhecidos, acabando por ser raptado em virtude das suas acções?

Como é que a curiosidade matou o gato? Qual a origem da expressão?

Se esta expressão, a curiosidade matou o gato, conhecida em Inglês como "Curiosity killed the cat", não parece ter tido a sua origem nos tempos da Antiguidade - ou, pelo menos, não encontrámos qualquer registo literário disso em múltiplas obras sobre provérbios com mais de mil anos - uma expressão que a antecede poderá ter-se tornado famosa através das obras de William Shakespeare. Na sua comédia Much Ado About Nothing (em Português, o seu título pode ser traduzido por algo como Muito Barulho por Nada), surge a seguinte frase da boca da personagem Cláudio:

Que é isso, homem! Coragem! Embora a tristeza possa matar um gato, tens força suficiente para matar a tristeza.

Nessa sua forma anterior, a expressão incitava-nos a afastar as tristezas da nossa vida, porque elas nada de bom nos traziam, mas não existe qualquer registo de um gato específico que possa ter morrido de tristeza - pelo contrário, a expressão refere "um gato", mais do que "o gato", aludindo assim a uma identidade indefinida, mais do que a uma história específica que possa ter originado a expressão. Esse gato era puramente proverbial, e nada mais.

 

Depois, ao longo dos anos a expressão parece ter derivado numa segunda, que na verdade é aquela que nos interessa aqui hoje. Por muito que a procurássemos, o que encontrámos foram alusões que concretizam esse provérbio, mas que ao mesmo tempo nos permitem inferir que a expressão já lhes era anterior, e então lá vão aparecendo diversos casos concretos de gatos que acabaram por morrer em virtude da sua curiosidade. E isso faz todo o sentido, porque se estes felinos são bem conhecidos por essa sua característica - só quem nunca tiver tido um duvidará da sua grande curiosidade! - é um pouco mais difícil, e particularmente situacional, conseguir explicar o porquê de algum deles poder estar triste.

 

Em suma, se os gatos são muito curiosos, e certamente muitos elementos da sua espécie já acabaram magoados ou mortos em virtude dessa sua característica basilar, não existe uma situação concreta por detrás da famosa expressão. O que parece existir, sim, é um provérbio anterior, também ele independente de alguma situação concreta, que ao longo do tempo foi evoluindo para o actual, de forma a captar de uma forma mais precisa as características evidentes do animal. E, portanto, se na verdade a curiosidade matou o gato - e não duvidamos nada que isso já tenha acontecido - o provérbio português não se refere a uma qualquer situação concreta.

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Em outros tempos, os pais diziam aos seus filhos coisas como não aceites doces de desconhecidos. Hoje, talvez tenham emendado essa ideia original para algo como "não dês o teu número de telemóvel a ninguém", "não aceites carregamentos de desconhecidos", ou mesmo "não saias com ninguém que conheceste na internet", mas a expressão original dá que pensar. Se os mais novos não deveriam aceitar nada de desconhecidos, porquê a referência específica e exclusiva aos doces?

Charley Ross, a possível origem da expressão "não aceites doces de desconhecidos"

É provável que a expressão tenha nascido na cultura americana, em particular do (famoso) caso de Charley Ross, que tomou lugar a um de Julho de 1874. Conta-se que esta criança, então ainda com quatro anos, estava a brincar com o seu irmão à porta de casa, quando foram interpelados por dois desconhecidos, que se ofereceram para lhes dar doces e foguetes se fossem com eles até a uma loja que havia por perto. Os dois irmão aceitaram. Depois, os dois homens deram 25 cêntimos a Walter, irmão de Charley (e que tinha cinco anos), disseram-lhe para entrar na loja e fazer as compras. Ele fê-lo, mas quando voltou ao exterior o seu irmão e os dois desconhecidos já tinham desaparecido. Nunca mais foram vistos.

 

Os pais de Charley Ross, bem como o próprio irmão, passaram o resto das suas vidas a procurar o seu familiar desaparecido, sempre sem qualquer espécie de sucesso. Agora, o que o caso tem de especial é ter acontecido numa altura em que já existiam meios de comunicação mais desenvolvidos (contrastar, por exemplo, com o caso de Luísa de Jesus), mas em que, aparentemente, um caso desta natureza ainda nunca tinha sido publicitado em grande escala. Isto terá certamente contribuído para a sua popularização (o Charley Project, que ajuda a procurar desaparecidos nos EUA, até tomou o seu nome), mas também para popularizar a ideia de não aceites doces de desconhecidos entre os mais velhos, que deverá ter chegado ao nosso país através da cultura anglófona...

 

Tenha-se até em atenção que se existem diversos casos de desaparecimentos em Portugal - e.g. Maddie, Rita Slof Monteiro, Rui Pedro, etc. - não encontrámos nenhum caso puramente nacional em que uma criança tenha sido levada com recurso à oferta de doces. Portanto, é muito provável que a expressão nacional derive do estrangeiro, mais do que de alguma circunstância que tenha tomado lugar no nosso país.

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Imaginem-se numa festa de aniversário, e que alguém sugere fazer-se um brinde ao aniversariante - erguem-se os copos dos presentes e... porque brindamos com Saúde? Poderia pensar-se que isso se deve a uma intenção de desejar saúde a quem está a ser homenageado, mas então... porquê essa palavra em concreto, em alternativa a alguma outra mais geral, como "felicidades"?

Porque brindamos com saúde?

A resposta por detrás do porquê de brindarmos com Saúde  não seria fácil de descortinar, não fosse um elemento muito singular de todo o processo - é-nos também ensinado que nunca se deve brincar com água. Quem for inquirir sobre o porquê dessa exclusão, depressa lhe será dito algo como "isso dá azar", uma explicação que é relativamente comum em circunstâncias nas quais já foi esquecida a razão pela qual um determinado ritual toma lugar. E qual é ela, afinal de contas?

 

Aparentemente, este ritual data de uma epidemia do século XIX, a da cólera. Nessa altura surgiu a ideia de que a água estava a contribuir para a disseminação da doença, e então os cidadãos em diversos países europeus foram aconselhados a beber algo que não essa bebida. Visto que a razão para o fazerem era a de assegurar a sua própria saúde, as pessoas começaram então a brindar sob a égide dessa palavra, como que dizendo, de uma forma muito tácita, que bebiam para seguir as recomendações médicas que lhes tinham sido passadas. No mesmo sentido, podemos também esclarecer que o facto de se brindar quase sempre com uma bebida alcoólica vem da mesma época, já que estas eram as bebidas que estavam mais acessíveis aos cidadãos de então.

 

Entretanto, essa epidemia lá foi passando, e a razão original pela qual brindamos com saúde foi sendo esquecida. Quem viu esse ritual a tomar lugar acabou por mantê-lo, talvez porque "não vá o Diabo tecê-las...", mas o seu significado original perdeu-se progressivamente, gerando uma situação como a que temos nos nossos dias de hoje, em que se vai mantendo essa mesma tradição, mas em que também já são poucos os que a compreendem devidamente. Por isso, da próxima vez que brindarem a alguém, fica o convite de que lhes contem esta origem de um ritual dos nossos dias!

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A expressão sétimo céu é uma de aquelas que ainda tendemos a utilizar no nosso dia a dia, mas que muitas vezes até evocamos sem poder compreender verdadeiramente. Portanto, qual é a sua origem e o que significa? De onde vem essa expressão, ainda tão conhecida nos nossos dias?

Um exemplo do sétimo céu

Na sua forma mais simples, a busca por esta expressão deve levar-nos a tempos da Antiguidade e a uma ideia de que os céus em redor do nosso planeta eram uma espécie de esferas concêntricas. Imaginava-se, numa espécie de ideia que será repetidamente reutilizada e refinada ao longo dos séculos, que - por exemplo - os diversos planetas se movimentavam em esferas celestes completamente diferentes, como as que se encontram no interior de uma esfera armilar (ver acima), cada qual numa esfera completamente distinta. Nesse sentido, o que existia no sétimo céu, ou na sétima dessas esferas celestes, foi variando de século para século e de tradição para tradição, sendo difícil traçar todo o seu percurso de uma forma simples. Porém, é particularmente importante o facto de nas tradições islâmicas, como nas judaico-cristãs, este ter sido o local em que a figura divina e os seus anjos, ou alguma outra figura bíblica de grande importância, tinha a sua residência.

Assim sendo, "estar no sétimo céu", tendo por base esse contexto cultural, significa estar numa espécie de paraíso, num local tão idílico em que até se tem, metaforicamente, a companhia das mais importantes figuras religiosas da nossa cultura ocidental.

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Omnia vincit amor é muito provavelmente uma das expressões latinas mais famosas dos nossos dias, até porque ainda hoje continua a ser muito utilizada nessa sua forma original, em Latim. Em tradução, pode significar algo como "o amor vence tudo" ou "Tudo o amor conquista". Até aqui não há nenhuma dificuldade, mas qual a origem de toda esta famosa frase e ideia?

Omnia vincit amor na arte

Sem muita dificuldade, qualquer pessoa pode fazer uma pesquisa na internet e descobrir que esta frase latina nos chegou através de uma das éclogas pastoris de Virgílio. Quem a for ler poderá aperceber-se da presença do deus Pã nesses versos, cujo nome em grego (Πάν) poderá designar tanto esse deus como significar "tudo". Nesse sentido, existem vários exemplos na arte grega e romana da Antiguidade em que figuras relativas ao amor, como os Erotes, são associadas directamente ao deus Pã. Entre elas contam-se uns vasos (que, infelizmente, não conseguimos obter autorização gratuita para reproduzir aqui), em que este deus é representado a fugir dessas figuras, que o perseguem com chicotes, procurando castigá-lo de alguma forma. Porque o fariam? Não nos parece ter chegado nenhum mito que o explique explicitamente, mas poderá dever-se a uma oposição metafórica entre o desejo puramente sexual de Pã e uma espécie de amor que hoje se pensa ser mais elevado, de se desejar alguém por tudo aquilo que essa pessoa é.

 

Nesse seguimento, a ideia presente em Omnia vincit amor poderá ter vindo da cultura grega da Antiguidade, de representações e ideias em que, originalmente, o deus Pã era vencido pelo amor, numa ideia que no original poderia dizer - ou mesmo representar, iconograficamente - algo como "o amor [até] vence Pã [ou Tudo]", jogando-se com um duplo sentido do nome do deus que não é possível reproduzir em Latim ou Português. Não sabemos se Virgílio, na sua écloga já referida acima, procurou brincar de uma forma deliberada com toda esta ideia, ou se apenas fez perder na tradução algo do sentido original, mas é provável que até o tenha feito intencionalmente, já que nos seus versos ele une a sua frase latina com o próprio deus da Arcádia, usando até aí o nome grego Pan em vez de latino Silvanus ou Faunus, que por vezes designa a mesma divindade entre os Romanos.

Se tudo isto seria mesmo intencional, ou não... fica essa questão para quem ler estas linhas!

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