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Para celebrar a vinda do Halloween (ou a véspera do Pão por Deus, se preferirem tradições portuguesas), as próximas três noites serão ocupadas por três histórias assustadoras, com a noite seguinte - de 31 de Outubro para 1 de Novembro - a ser ocupada por uma experiência, o primeiro encontro físico deste espaço, onde se procurarão contar - e escutar - outras histórias da mesma natureza.

Uma porta de madeira, só isso

Para esta primeira noite iremos a uma história supostamente real, que nos foi contada durante a nossa busca por relatos orais em território português. Provém de um casal que vive numa pequena aldeia no distrito de Bragança, que nos permitiu partilhá-la de forma anónima.

 

Segundo o patriarca do casal, em casa de alguns amigos, hoje já falecidos, durante as noites de lua cheia costumava-se ouvir alguém a bater à porta. Mas, por muitas vezes que se inquirisse sobre a identidade do visitante, nunca era obtida qualquer resposta. Então, uma dada noite, aquele que se viria a tornar o relator da história decidiu tentar algo de diferente, perguntando simplesmente "Ao que vem? O que deseja?", levando à resposta de uma voz masculina misteriosa - "Quero um alqueire de trigo." Esse desejo foi cumprido, sendo colocado no local antes da noite seguinte, e... tanto o trigo desapareceu, como a presença do "visitante" nunca mais foi sentida.

 

A esta história, a esposa do relator acrescentou que também ela já tinha passado por algo semelhante. Há mais de 70 anos, quando ainda vivia com os pais, durante a noite por vezes eram ouvidos barulhos de uma máquina de costura no piso superior da casa - o que nada teria de errado, não fosse o facto de esta apenas ter um piso térreo. Em busca do que se poderia andar a passar, os habitantes da casa falaram com uma vizinha mais idosa, que lhes disse que naquela casa tinha vivido uma menina que tinha prometido a Nossa Senhora um novo véu, mas que ela tinha falecido antes de acabar de o coser. Assim, foi comprado um véu e este foi oferecido à igreja local, o que fez cessar por completo os estranhos barulhos.

 

Mas... serão estas histórias reais? Será que realmente tomaram lugar? Fomos repetidamente assegurados que sim, que as almas penadas que tinham promessas por cumprir agiam de formas como estas, mas... será que algo de semelhante já se passou com os leitores? Como sempre, se tiverem histórias semelhantes para contar, por favor deixem-nas nos comentários.

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Estamos a considerar conduzir alguns períodos temáticos neste espaço. Como experiência, Setembro de 2019 será um mês dedicado a um único tema - durante as próximas semanas iremos falar de alguns dos mais curiosos mitos, lendas e histórias que chegaram aos nossos dias. Preparados?

 

Enquanto ajeitamos a proverbial toga, aqui fica um pequeno desenho animado de 1960, que conta, de uma forma adaptada para crianças e muito breve, a história dos últimos dias da Guerra de Tróia. Como um comentador online disse, "naturalmente que deixaram de lado as incontáveis mortes e a violação de Cassandra", o que nos parece bem justificável.

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Final da Página no Facebook

Decidimos acabar com a nossa página no Facebook. É tradição que nestas alturas se diga que "não foi uma decisão fácil", mas até o foi - nunca fomos muito dessas tecnologias, mas o facto de termos essa página implicava que tivessemos de utilizar o site em questão, para ver se alguém tinha questões, o que representava uma significativa perda de tempo. Adicionando o facto de essa empresa ter práticas que nos parecem extremamente reprováveis (por exemplo, sabiam que eles roubam os dados dos vossos dispositivos, mesmo quando não estão a usar a respectiva aplicação? Ou que só têm empregados para o apoio ao cliente comercial?), decidimos deixar de actualizar a página que tínhamos por lá.

 

Mas, então, se nos quiserem continuar a seguir, o que podem fazer? Essencialmente, têm três alternativas. A primeira é virem cá visitar a página, de tempos a tempos. Outra opção é virem à nossa página e, na secção que diz "Subscrever por e-mail", introduzirem o vosso e-mail. Essa subscrição é anónima (ou seja, não temos acesso a quem a faz), e receberão um e-mail sempre que existir uma nova publicação. Uma terceira alternativa, para aqueles que gostarem mais de tecnologias, é subscreverem o nosso Twitter, aqui.

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Bolo de Aniversário

E lá vai mais um ano. Será que, quando começámos este espaço todo esse tempo atrás, pensavamos que iríamos continuar a escrever estas linhas tanto tempo depois? Dificilmente, pelo que convém escrever umas linhas mais pessoais sobre tudo isto.

 

Há umas semanas atrás, enquanto eu falava com um famoso professor de Harvard, ele disse-me que admirava o nosso trabalho, por tentarmos trazer ao público geral um tipo de conteúdos a que, normalmente, não teriam acesso. Respondi-lhe que não consideramos que façamos nada de especial, porque o nosso objectivo é, acima de tudo, precisamente esse, o de trazer o conhecimento ás pessoas. Não há qualquer interesse, para nós, em fomentar aquela ideia - infelizmente tão comum em quem estuda temas como estes! - de um homem sábio, de longas barbas, fechado numa torre de mármore e a considerar-se melhor que toda a humanidade. Isso seria uma perda de tempo, de conhecimento, como aqueles que papagueiam que aprenderam Acádico, Copta, Grego, Latim e outras tantas línguas só para, sem nunca deixarem de olhar para o seu próprio umbigo, se dizerem muito bons.

 

Não é por isso que escrevemos, mas para fazer sorrir aquela mulher que mostra curiosidade em saber o mito do Colar de Harmonia, ou aquele desconhecido que quer descortinar o significado de uma expressão latina, ou aquele jovem que quer recomendações de livros, entre outras tantas pessoas com quem nos fomos cruzando. Fazêmo-lo porque a partilha é o acto mais natural do conhecimento - o que não é partilhado morre connosco, como dizia Séneca nas suas Epístolas Morais.

Nesse contexto, queremos agradecer a quem, ao longo dos anos, foi seguindo e segue este espaço. Apesar de nem sempre ser fácil, é para elas que vamos escrevendo, e que continuaremos a escrever, de uma forma completamente gratuita, enquanto isso nos for possível. Obrigado!

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Como já dito anteriormente, algumas das questões que os leitores põem ali na secção de pesquisa são tão interessantes que nos deixam a pensar. Por isso, no futuro tentaremos responder a algumas delas. Ontem, por exemplo, um leitor pôs aqui uma potencial questão - [será que] Agamémnon matou a sua filha? A resposta é mais complicada do que poderá parecer à primeira vista.

 

Por um lado, nos Poemas Homéricos e em algumas tragédias é dado a entender que a morte de Ifigénia foi uma das razões para o ódio que Clitemnestra tinha pelo seu marido, levando-a a matá-lo após o final da Guerra de Tróia. Mas, por outro lado, algumas versões mais recentes do mito, e em particular a tragédia Ifigénia na Táurida, dizem que a filha de Agamémnon foi salva pela mesma deusa a quem ia ser sacrificada, tornando-se depois sacerdotista de um dos seus templos.

 

Mas então, será que Agamémnon matou realmente a própria filha? No contexto do mito de Tróia, a resposta mais importante é que ele pensou tê-lo feito. Clitemnestra, Aquiles, e as outras principais personagens da trama também pensaram o mesmo, e é nesse elemento crucial que vão assentando as consequências da sua acção. Mesmo que a filha não tivesse sido sacrificada, o pai demonstrou uma clara e inegável intenção de o fazer - e essa intenção, por si só, é o que condiciona toda a trama futura.

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Foi feita uma nova actualização a este espaço; entre alterações cosméticas e outras menores, foi criada uma nova secção que irá conter mitos e lendas provindas de Portugal e do Brasil. Retroactivamente, algumas publicações relativas a esses conteúdos foram movidas para o novo local.

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Actualização

21.11.18

Foram hoje feitas algumas pequenas modificações neste espaço. A maior parte delas foram de ordem cosmética e técnica, mas agora também já é possível ler os nossos artigos noutras línguas, através de uma tradução automatizada (e, infelizmente, muitas vezes até bastante imperfeita). Para tal bastará usar a nova barra de selecção de idioma.

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