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Final da Página no Facebook

Decidimos acabar com a nossa página no Facebook. É tradição que nestas alturas se diga que "não foi uma decisão fácil", mas até o foi - nunca fomos muito dessas tecnologias, mas o facto de termos essa página implicava que tivessemos de utilizar o site em questão, para ver se alguém tinha questões, o que representava uma significativa perda de tempo. Adicionando o facto de essa empresa ter práticas que nos parecem extremamente reprováveis (por exemplo, sabiam que eles roubam os dados dos vossos dispositivos, mesmo quando não estão a usar a respectiva aplicação? Ou que só têm empregados para o apoio ao cliente comercial?), decidimos deixar de actualizar a página que tínhamos por lá.

 

Mas, então, se nos quiserem continuar a seguir, o que podem fazer? Essencialmente, têm três alternativas. A primeira é virem cá visitar a página, de tempos a tempos. Outra opção é virem à nossa página e, na secção que diz "Subscrever por e-mail", introduzirem o vosso e-mail. Essa subscrição é anónima (ou seja, não temos acesso a quem a faz), e receberão um e-mail sempre que existir uma nova publicação. Uma terceira alternativa, para aqueles que gostarem mais de tecnologias, é subscreverem o nosso Twitter, aqui.

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Bolo de Aniversário

E lá vai mais um ano. Será que, quando começámos este espaço todo esse tempo atrás, pensavamos que iríamos continuar a escrever estas linhas tanto tempo depois? Dificilmente, pelo que convém escrever umas linhas mais pessoais sobre tudo isto.

 

Há umas semanas atrás, enquanto eu falava com um famoso professor de Harvard, ele disse-me que admirava o nosso trabalho, por tentarmos trazer ao público geral um tipo de conteúdos a que, normalmente, não teriam acesso. Respondi-lhe que não consideramos que façamos nada de especial, porque o nosso objectivo é, acima de tudo, precisamente esse, o de trazer o conhecimento ás pessoas. Não há qualquer interesse, para nós, em fomentar aquela ideia - infelizmente tão comum em quem estuda temas como estes! - de um homem sábio, de longas barbas, fechado numa torre de mármore e a considerar-se melhor que toda a humanidade. Isso seria uma perda de tempo, de conhecimento, como aqueles que papagueiam que aprenderam Acádico, Copta, Grego, Latim e outras tantas línguas só para, sem nunca deixarem de olhar para o seu próprio umbigo, se dizerem muito bons.

 

Não é por isso que escrevemos, mas para fazer sorrir aquela mulher que mostra curiosidade em saber o mito do Colar de Harmonia, ou aquele desconhecido que quer descortinar o significado de uma expressão latina, ou aquele jovem que quer recomendações de livros, entre outras tantas pessoas com quem nos fomos cruzando. Fazêmo-lo porque a partilha é o acto mais natural do conhecimento - o que não é partilhado morre connosco, como dizia Séneca nas suas Epístolas Morais.

Nesse contexto, queremos agradecer a quem, ao longo dos anos, foi seguindo e segue este espaço. Apesar de nem sempre ser fácil, é para elas que vamos escrevendo, e que continuaremos a escrever, de uma forma completamente gratuita, enquanto isso nos for possível. Obrigado!

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Como já dito anteriormente, algumas das questões que os leitores põem ali na secção de pesquisa são tão interessantes que nos deixam a pensar. Por isso, no futuro tentaremos responder a algumas delas. Ontem, por exemplo, um leitor pôs aqui uma potencial questão - [será que] Agamémnon matou a sua filha? A resposta é mais complicada do que poderá parecer à primeira vista.

 

Por um lado, nos Poemas Homéricos e em algumas tragédias é dado a entender que a morte de Ifigénia foi uma das razões para o ódio que Clitemnestra tinha pelo seu marido, levando-a a matá-lo após o final da Guerra de Tróia. Mas, por outro lado, algumas versões mais recentes do mito, e em particular a tragédia Ifigénia na Táurida, dizem que a filha de Agamémnon foi salva pela mesma deusa a quem ia ser sacrificada, tornando-se depois sacerdotista de um dos seus templos.

 

Mas então, será que Agamémnon matou realmente a própria filha? No contexto do mito de Tróia, a resposta mais importante é que ele pensou tê-lo feito. Clitemnestra, Aquiles, e as outras principais personagens da trama também pensaram o mesmo, e é nesse elemento crucial que vão assentando as consequências da sua acção. Mesmo que a filha não tivesse sido sacrificada, o pai demonstrou uma clara e inegável intenção de o fazer - e essa intenção, por si só, é o que condiciona toda a trama futura.

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Foi feita uma nova actualização a este espaço; entre alterações cosméticas e outras menores, foi criada uma nova secção que irá conter mitos e lendas provindas de Portugal e do Brasil. Retroactivamente, algumas publicações relativas a esses conteúdos foram movidas para o novo local.

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Actualização

21.11.18

Foram hoje feitas algumas pequenas modificações neste espaço. A maior parte delas foram de ordem cosmética e técnica, mas agora também já é possível ler os nossos artigos noutras línguas, através de uma tradução automatizada (e, infelizmente, muitas vezes até bastante imperfeita). Para tal bastará usar a nova barra de selecção de idioma.

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... E porque o património não é somente composto por monumentos e locais físicos, nas próximas semanas - num número semelhante aos 14 anos deste espaço - recordaremos alguns dos sonetos do grande poeta Luís Vaz de Camões, escolhidos de entre aqueles que estão mais ligados aos mitos da Antiguidade e retirados de uma compilação de meados do século XIX. Aqui fica já o primeiro deles:

 

Num jardim adornado de verdura,
Que esmaltavam por cima várias flores,
Entrou um dia a deusa dos amores,
Com a deusa da caça e da espessura.

 

Diana tomou logo uma rosa pura,
Vénus um roxo lírio, dos melhores;
Mas excediam muito às outras flores
As violetas, na graça e formosura.

 

Perguntam a Cupido, que ali estava,
Qual daquelas três flores tomaria,
Por mais suave e pura, e mais formosa.

 

Sorrindo-se, o menino lhe tornava:
"Todas formosas são, mas eu queria
Violeta antes que lírio, nem que rosa".

 

(Soneto XIII)

Se o episódio aqui relatado não é directamente retirado de qualquer mito, é curiosa a honestidade de Cupido.

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Começa aqui um período de algumas semanas em que irão ser abordados, mais consistentemente, alguns provérbios da Antiguidade que, em grande parte, ainda são usados em Portugal nos nossos dias (se alguém souber do uso destes provérbios no Brasil, por favor deixe algum comentário a indicá-lo). Se a "Vingança de Neoptólemo" nem é um deles - de facto, pensamos que poucos ainda saberão a história desse herói - pareceu-nos que nada melhor do que um mito e um provérbio a ele associado para iniciar toda a sequência.

Na imagem acima pode ser vista uma das versões da morte de Príamo, segundo a qual este rei teria sido agredido até à morte com o corpo do próprio neto. Como se esta cena não fosse suficientemente horrenda (de facto, não ocorre tão cruelmente em nenhuma das fontes literárias que nos chegaram), Neoptólemo ignora todos os pedidos de clemência do rei e mata-o sobre o altar de um deus (frequentemente Zeus, mas varia). Tal abominação não poderia ficar sem uma qualquer espécie de punição divina. Por essa razão, quando mais tarde o mesmo herói foi a Delfos, acabou por ser morto da mesma forma que tinha morto Príamo, no altar do deus Apolo - a identidade do seu assassino já parece divergir, sendo um dos mais famosos provavelmente Orestes.

 

A "vingança de Neoptólemo" remete-nos então para uma ideia central do mito - que o culpado de um crime grave possa vir a sofrer na pele esse mesmo crime.

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