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Normalmente não abordaríamos estes temas, mas dada a gravidade do que aconteceu em Paris nas últimas horas decidimos recordar um incidente passado em Portugal no já-distante século XIX.

Nessa altura, o Mosteiro dos Jerónimos tinha estado abandonado durante vários anos, após a expulsão das ordens religiosas de Portugal. Decidiu começar-se a utilizá-lo para outros fins, e então tentou-se renovar e melhorar todo o edifício. Mas depois, na manhã de 18 de Dezembro de 1878, aconteceu o seguinte:

Mosteiro dos Jerónimos Danificado

No acidente faleceram oito trabalhadores. Acabou por se votar contra a reconstrução do edifício como este estava planeado, mas a realidade é que o Mosteiro dos Jerónimos, com ligeiras alterações, ainda chegou aos nossos dias e é famoso entre todos nós.

Entrada do Museu Nacional de Arqueologia

Como o nosso Mosteiro dos Jerónimos, é possível que também a bela Catedral de Notre-Dame (de que até já cá falámos de um segredo) volte a ter vida um dia. Já não será como antes, mas... há que ter esperança no futuro!

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Há cerca de um ano que cá foi contada a história da Papisa Joana. Mas, depois de a referimos há alguns dias, decidimos que podíamos mencionar outro facto pouco conhecido. O local em que Joana, supostamente, faleceu ainda pode ser encontrado próximo do número 27 da Via dei Querceti, em Roma. Um pequeno vídeo do local (infelizmente, com alguns problemas técnicos), pode ser visto abaixo!

 

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Cavaleiros e dama

Hoje, trazemos cá dois livros que, nos nossos dias, são muito pouco lidos, apesar de estarem disponíveis online gratuitamente.

 

A Crónica do Imperador Clarimundo, de João de Barros, é, como vários livros já cá discutidos anteriormente, um romance de cavalaria. E, nesse contexto, é uma produção pouco digna de nota neste espaço, não fosse o facto do titular Clarimundo ser apresentado como um ascendente, quase certamente ficcional, do Conde Dom Henrique, pai do nosso primeiro rei, Afonso Henriques. Continua, por isso, uma tradição que já vem dos tempos de Virgílio e que fazia descender de figuras ficcionais notáveis algumas personagens famosas da história europeia.

 

Quanto a Jerusalém Libertada, de Torquato Tasso, já foi considerada um dos quatro grandes poemas épicos europeus, como ainda hoje atesta a "Cascata dos Poetas" em Oeiras. Aí, podem ser vistos Homero, Virgílio, Camões e Tasso.

Cascata dos Poetas, em Oeiras

É um épico de finais do século XVI, baseado na história da conquista de Jerusalém durante a Primeira Cruzada. Claro que nos apresenta mais ficção do que realidade, mas muitas das suas sequências não podem deixar de nos relembrar eventos como os dos poemas de Homero e de Virgílio. Além disso, em alguns momentos funde Cristianismo e Paganismo (aqui, quase sempre sob a forma da religião de Maomé), "bom" e "mau", aquela eterna ideia de "nós vs eles", de um modo inesperadamente belo. Fica, por isso, um convite particularmente especial à sua leitura.

 

Sucintamente, ambas estas obras nos apresentam um momento muito particular da reutilização da tradição clássica no século XVI europeu. A forma como o fazem é muito distinta, mas nem por isso menos digna de nota.

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Inesperadamente, foram feitas novas descobertas em Pompeia nas últimas semanas.

 

Neste artigo pode ser visto um novo fresco representando o mito do cisne e de Leda (na segunda imagem aí presente, o animal pode ser visto no colo da heroína); recorde-se que, no mito, Zeus se transformou num cisne para consumar a sua paixão, e que dessa relação nasceu, através de um ovo, Helena de Tróia.

neste artigo podem ser vistos cavalos que foram recuperados de umas antigas cavalariças da cidade.

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Principiam hoje as "Jornadas Europeias do Património". Para as celebrar, apresentamos aqui um espaço romano que é menos conhecido em Portugal.

Ruínas Romanas de Milreu

Conforme a informação histórica que nos foi gentialmente cedida pela Direcção Regional de Cultura do Algarve:

 

As Ruínas Romanas de Milreu constituem um exemplo de villa rústica, cuja origem esteve ligada ao crescimento económico do Império Romano no século I e que, no século III, se tornou numa luxuosa residência de campo.
A villa de Milreu era composta por extensa área agrícola e zonas de produção de azeite e vinho, onde trabalharia a população local. A zona possui bons aquíferos, situa-se nas proximidades da cidade de Ossonoba, actual Faro e do seu porto, onde a produção agrícola seria comercializada.
A área residencial dos proprietários viria a adquirir uma expressiva dimensão a partir do século III e no século IV, com a criação de uma zona social ampla, com acabamentos de qualidade, como a aplicação de mármores, pavimentos de mosaicos e paredes com pinturas.
O templo dedicado às divindades aquáticas, padroeiras de abundância e saúde, foi erguido no século IV. No século VI o edifício foi cristianizado. No pátio foi descoberto um tanque baptismal rectangular e o recinto foi utilizado como cemitério. No século X, uma inscrição em árabe gravada numa coluna revelou a continuidade de utilização do edifício como espaço religioso pela comunidade muçulmana local.

 

As Ruínas Romanas de Milreu estão classificadas como Monumento Nacional desde 1910. Compõem-se de uma grande casa senhorial ou Pars urbana, complexo de termas ou Balneum, lagares de vinho e azeite, instalações agrícolas e um templo consagrado a divindades aquáticas.

Os vestígios arqueológicos ocupam uma área aproximada de 15.800 m2, composta por muros, pavimentos, tanques, desníveis, sistemas de canalização e arranques de abóbada com diversos revestimentos como rebocos, pinturas parietais ou mosaicos. Estes elementos representam a evolução construtiva da “Villa” romana de Milreu entre os séculos II e IV d. C. e vestígios de ocupação humana até ao século VI um dos monumentos de maior valor artístico, arqueológico e patrimonial do Algarve.

 

Fica então o nosso convite a que também sejam visitadas estas ruínas romanas. Mais informação sobre elas pode ser encontrada aqui.

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Certamente que a catedral Notre Dame de Paris é uma das mais famosas construções religiosas de toda a Europa, mas nem por isso acolhe menos segredos do que, por exemplo, a Sé de Lisboa. Conta-nos então a história que por volta de 1710 estavam a ser feitas uma obras no interior da catedral, com o objectivo de construir uma cripta, quando foi encontrado algo de inesperado.

 

Hoje chamado o "Pilar dos Navegantes", que pode ser visto parcialmente reconstruido na imagem acima, contém referências a deuses gauleses como Cernuno e Smertrios, juntamente com figuras romanas como Castor e Vulcano, e até uma dedicatória ao Imperador Tibério. Mas como terá este pilar ido parar ao subsolo da Notre Dame? Muitas poderão ser as respostas, mas é possível que tenha existido nesse local um antigo templo religioso de alguma importância, sobre o qual posteriormente foi construída uma igreja cristã (recorde-se que também em Lisboa a Sé foi construída sobre um antigo templo religioso islâmico), ou que ao longo dos séculos a pedra de que era feita este pilar tenha sido simplesmente reutilizada para outros propósitos, sem qualquer valor dado à sua anterior função religiosa.

 

Ainda assim, acabou por nos preservar a única menção indisputada a Cernuno, um cornudo deus gaulês aqui identificado pelo nome e que na imagem acima pode ser visto do lado esquerdo (segunda representação a contar do topo).

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O Mitreu de Londres está agora aberto a todos aqueles que o queiram visitar, bastará proceder a um agendamento no respectivo site, https://www.londonmithraeum.com/. Esperamos que gostem!

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