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No texto medieval Culhwch and Olwen juntam-se ao herói um conjunto de figuras dignas de nota. Assim, Culhwch recebe a ajuda do famoso Rei Artur, mas também dos seguintes heróis, todos eles muito menos conhecidos:

 

  • Gwrhyr, capaz de falar com pássaros e animais, bem como transformar-se nos mesmos.
  • Mewn, com o poder de tornar invisíveis todos os companheiros.
  • Morvran, que não era atacado pelos adversários devido à sua fealdade.
  • Sandde Bryd, que não era atacado pelos adversários devido à sua beleza.
  • Sgilti Yscawndroed, com a capacidade de correr sobre os ramos das árvores e sobre a relva sem os pisar.
  • Drem, senhor de umas capacidades visuais incríveis.
  • Gwadyn Ossol, para quem a maior montanha era pouco mais do que uma planície.
  • Sol, que aguentava ficar o dia inteiro num só pé.
  • Gwadyn Odyeith, lançava fagulhas dos pés.
  • Gwevyl, que conseguia cobrir-se totalmente com os lábios quando estava triste.
  • Ychdryt Varyvdraws, com uma barba extensível.
  • Yskyrdaw e Yseudydd, rápidos como o pensamento.
  • Klust, que mesmo enterrado conseguia ouvir uma formiga a sair da sua toca a mais de 80 Km de distância.
  • Gwiawn, conseguia remover um grão de areia do olho de uma mosca com um só golpe.
  • Ol, com o dom de conseguir seguir o rasto de porcos que tinham desaparecido sete anos antes de ter nascido.

 

Por muito curiosos que todos estes invulgares poderes nos possam parecer, a associação de diversos heróis, cada um deles com capacidades especiais pouco comuns, não é uma novidade dos nossos dias. Já na Antiguidade Jasão tinha nos seus Argonautas um conjunto de figuras dispostas a seguirem-no na sua difícil aventura, e ideias como essas continuariam a repetir-se ao longo dos séculos, através de exemplos famosos como os Cavaleiros da Távola Redonda. Mas será que conhecem outros exemplos como os agora mostrados em Vingadores: Guerra do Infinito?

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O Decameron é certamente a obra mais famosa de Giovanni Boccaccio. A sua trama é relativamente simples - com a intenção de escapar a uma praga, 10 pessoas reunem-se durante duas semanas e partilham uma centena de histórias. Porém, é mesmo dessas histórias secundárias que surge o verdadeiro charme do texto, na medida que nos preservam um conjunto de informações que, de outras formas, não teríamos. Muitas delas são adaptadas do Oriente e da Antiguidade (por exemplo, uma delas provém de Xenofonte de Éfeso), outras de possíveis tradições orais, mas se as referências mitológicas são quase inexistentes ainda é aqui notável uma influência basilar da forma de obras como Noites Áticas.

 

Para quem estiver curioso sobre a obra, um brevíssimo resumo das histórias aí contidas pode ser encontrado aqui.

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Seguindo o link do costume (ou seja, indo aqui), poderão encontrar uma nova edição do texto das "Quilíadas", em tradução inglesa. Se alguém estiver curioso em relação às alterações, podemos revelar que se tratam essencialmente de pequenas correcções ao nível do texto. Essa melhorias tornarão a acontecer no futuro, até que se possa acreditar que o texto colaborativo encaixa na perfeição e agrada a todos os leitores.

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Uma tradução integral das Quilíadas, de Tzetzes, está agora disponível aqui, o que marca a conclusão desta quinta tradução patrocinada por nós.

 

O que dizer sobre esta obra? Seremos mais breves do que devíamos, para suscitar um maior interesse no leitor - era talvez uma das grandes obras sobre Mitologia que ainda não existia traduzida, e o seu grande encanto passa pelo facto do seu autor preservar algumas versões de mitos que desconhecemos de quaisquer outras fontes. Valerá a pena ser lida, nesta tradução em Inglês, quanto mais não seja por essas suas informações invulgares, e esperemos que gostem desta espécie de prenda natalícia.

 

Fica também uma despedida, a de um colaborador e amigo cujo grande objectivo foi o de assegurar que esta tradução chegava mesmo a bom porto, e que já há muito tinha tomado esta decisão de se retirar. Boa sorte e obrigado por todos estes anos.

 

E, para todos os leitores, ficam os votos de um Bom Natal!

Primeira Árvore de Natal

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Segundo esta história Timárion era um homem como nós. Um dia, ao vir para casa depois de um festival religioso cristão, sentiu-se mal, adoeceu e apesar dos esforços dos médicos da altura, durante essa sua viagem de regresso a casa acabou por morrer, mas... somente por engano.

 

Como será isso possível? Bem, é essa a trama desta obra impossivelmente atribuída a Luciano da Samósata. Segundo ela, quando Timárion estava doente pareceu perder toda a sua bílis, que se pensava ser um dos quatros elementos necessários à vida, e então as figuras incumbidas de levar os mortos para a sua morada final apoderaram-se da sua alma, levanda-a para o devido julgamento no reino de Hades. No entanto, estavam erradas - este herói, afinal de contas, não tinha perdido a sua bílis, mas algo que apenas se assemelhava a esta, gerando a confusão que levou à sua morte.

Timárion é então defendido em tribunal por um antigo conhecido, ganha o seu caso (mostrando que este não era um tribunal português, onde absolutamente nenhuma prova de vida o traria de volta), e é levado de volta ao reino dos vivos, onde depois reconta a um amigo tudo aquilo que viu durante o seu tempo de suposta morte.

 

Este é um texto interessante, muito provavelmente do período bizantino, que goza um pouco com outras concepções do mundo dos mortos, adicionando-lhes também alguns elementos cristãos. A visão que apresenta é até consistente com a das sátiras de Luciano, mas muitos são os elementos que tornam impossível essa sua autoria. Como este nem é um texto muito longo, fica o convite para que seja lido por todos aqueles que queiram uma leitura menos vulgar.

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Espaço da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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