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Burro de Ouro

Hoje pensávamos cá trazer, finalmente, a tradução do Comentário à Eneida de Sérvio, mas por diversas razões isso terá de ficar para outra altura. Em alternativa, aqui fica algo mais inesperado - há algum tempo foi-nos pedida uma tradução da obra vulgarmente conhecida como O Burro de Ouro, mas esse texto já existe em língua portuguesa, tanto de Portugal (da autoria de Delfim Leão) como do Brasil (da autoria de Ruth Guimarães).

Porém, essa mesma obra teve uma influência significativa na cultura literária ocidental. Entre os textos e poemas inspirados por ela conta-se Apuleio Convertido en Asno, da autoria de Juan de la Cueva (1587). Decidimos então traduzir esse poema para língua portuguesa, e o resultado pode agora ser encontrado aqui.

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Cisnes e o amor

As mulheres desejam as proezas dos homens jovens e aceitam o mérito em vez de uma boa aparência. O amor tem mil e uma entradas: para alguns, uma bela figura abre o portão ao prazer, para outros um coração valente, enquanto que certos outros o devem à sua proficiência nas artes; para um menor número a cortesia oferece uma oportunidade ao amor, enquanto que muitos se tornam elegíveis pelo esplendor da sua reputação, e a coragem pode até ferir os corações das mulheres de uma forma tão profunda como a graciosidade.

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Um exemplo de papiro mágico egípcio

Na nossa cultura ocidental, eminentemente cristã, existe um certo tabu em relação ao acesso a um conjunto de conhecimentos supostamente místicos. Mas, ao mesmo tempo, certamente que vários leitores também têm curiosidade sobre o conteúdo de rituais como esses. Nesse sentido, o que hoje trazemos aqui é uma tradução de um ritual provindo de papiros mágicos gregos, que presumimos que ainda não exista em língua portuguesa e acessível ao público em geral. Aqui está descrita a fórmula basilar do ritual, mas onde está escrito "NOME" deveriam, naturalmente, ser adicionados os nomes das pessoas em questão.

 

Feitiço de atracção enquanto a mirra está a ser queimada. Enquanto a mirra está a ser queimada no carvão, recite a seguinte fórmula:

 

Páginas e páginas poderiam ser escritas em relação a este ritual, mas cingimo-nos aos elementos mais básicos - trata-se de um ritual de amor, em que o seu autor procurava causar a paixão amorosa de uma determinada mulher. Para tal, é invocada uma divindade, cuja influência sobrenatural é procurada por quem realiza todo o processo. Perto do final, estão até aqui presentes as chamadas "vozes mágicas", um conjunto de nomes e expressões sem tradução real e que, supostamente, eram segredos muito bem guardados, até porque sem eles a invocação nunca poderia funcionar.

 

Rituais como estes assentam sempre numa fórmula de duas partes, composta por algo que tem de ser feito (aqui, a queima da mirra) e por algo deve ser dito (a fórmula acima), pelo que os elementos aqui constantes ocorrem em muitos outros rituais, independentemente das mais diversas funções que pretendiam ter. Portanto, este é um digno representante dos feitiços criados na Antiguidade, e que esperamos que resolva essa curiosidade de muitos leitores em relação aos processos mágicos de outros tempos.

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Esta é de louvor a Santa Maria, que é formosa, bondosa, e tem grande poder.

Rosa das rosas e Flor das flores,
Dona das donas, Senhora das senhoras.

Rosa da beldade e da aparência
E flor da alegria e do prazer,
Dona em sua piedade,
Senhora em tirar mágoas e dores.

Rosa das rosas e Flor das flores,
Dona das donas, Senhora das senhoras.

A tal Senhora deve o homem muito amar,
Que de todo o mal o pode salvar;
E lhe pode os pecados perdoar,
Que no mundo faz por maus desejos.

Rosa das rosas e Flor das flores,
Dona das donas, Senhora das senhoras.

Devemo-la muito amar e servir,
Que insiste em nos proteger de errar;
E dos erros nos faz arrepender,
Que nós fazemos como pecadores.

Rosa das rosas e Flor das flores,
Dona das donas, Senhora das senhoras.

Esta dona que tenho por Senhora
E de quem quero ser poeta,
Se eu pudesse ter o seu amor,
Daria ao Demónio os outros amores.

Rosa das rosas e Flor das flores,
Dona das donas, Senhora das senhoras.

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Seguindo o link do costume (ou seja, indo aqui), poderão encontrar uma nova edição do texto das "Quilíadas", em tradução inglesa. Se alguém estiver curioso em relação às alterações, podemos revelar que se tratam essencialmente de pequenas correcções ao nível do texto. Essa melhorias tornarão a acontecer no futuro, até que se possa acreditar que o texto colaborativo encaixa na perfeição e agrada a todos os leitores.

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Uma tradução integral das Quilíadas, de Tzetzes, está agora disponível aqui, o que marca a conclusão desta quinta tradução patrocinada por nós.

 

O que dizer sobre esta obra? Seremos mais breves do que devíamos, para suscitar um maior interesse no leitor - era talvez uma das grandes obras sobre Mitologia que ainda não existia traduzida, e o seu grande encanto passa pelo facto do seu autor preservar algumas versões de mitos que desconhecemos de quaisquer outras fontes. Valerá a pena ser lida, nesta tradução em Inglês, quanto mais não seja por essas suas informações invulgares, e esperemos que gostem desta espécie de prenda natalícia.

 

Fica também uma despedida, a de um colaborador e amigo cujo grande objectivo foi o de assegurar que esta tradução chegava mesmo a bom porto, e que já há muito tinha tomado esta decisão de se retirar. Boa sorte e obrigado por todos estes anos.

 

E, para todos os leitores, ficam os votos de um Bom Natal!

Primeira Árvore de Natal

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Está agora disponível o décimo-primeiro livro desta obra de Tzetzes aqui. Estas novas linhas contém diversas histórias variadas, sem, no entanto, existir algum tema muito preponderante.

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