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Começa aqui um período de algumas semanas em que irão ser abordados, mais consistentemente, alguns provérbios da Antiguidade que, em grande parte, ainda são usados em Portugal nos nossos dias (se alguém souber do uso destes provérbios no Brasil, por favor deixe algum comentário a indicá-lo). Se a "Vingança de Neoptólemo" nem é um deles - de facto, pensamos que poucos ainda saberão a história desse herói - pareceu-nos que nada melhor do que um mito e um provérbio a ele associado para iniciar toda a sequência.

Na imagem acima pode ser vista uma das versões da morte de Príamo, segundo a qual este rei teria sido agredido até à morte com o corpo do próprio neto. Como se esta cena não fosse suficientemente horrenda (de facto, não ocorre tão cruelmente em nenhuma das fontes literárias que nos chegaram), Neoptólemo ignora todos os pedidos de clemência do rei e mata-o sobre o altar de um deus (frequentemente Zeus, mas varia). Tal abominação não poderia ficar sem uma qualquer espécie de punição divina. Por essa razão, quando mais tarde o mesmo herói foi a Delfos, acabou por ser morto da mesma forma que tinha morto Príamo, no altar do deus Apolo - a identidade do seu assassino já parece divergir, sendo um dos mais famosos provavelmente Orestes.

 

A "vingança de Neoptólemo" remete-nos então para uma ideia central do mito - que o culpado de um crime grave possa vir a sofrer na pele esse mesmo crime.

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Este espaço é da autoria de Ovídio Silva (Doutorando em Clássicas), e de um anónimo interessado nestes temas.
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